Não te digo perdoar até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

Reflexão 24º Domingo do Tempo Comum 17/09/2017

Não te digo perdoar até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Para aqueles que encontraram Jesus em sua vida e buscam uma experiência em seu amor, deve ter claro qual é o maior compromisso do Cristão é o amor ao próximo depois do amor incondicional a Deus. “Cristo morreu e ressuscitou […] para ser o Senhor dos mortos e dos vivos”. Por isso todos aqueles que vivem a vida em Cristo tem que conformar suas vidas, na forma do amor misericordioso do Senhor. Seria absurdo e incoerente se quiséssemos as coisas em duas medidas – uma leve para nós e pesada para os outros.
“Perdoa a injustiça cometida por teu próximo: assim, quando orares, teus pecados serão perdoados”. Somente recebemos o amor à medida que estamos dispostos a dar o amor ao próximo. Do contrário seria uma incoerência de Deus em colocar uma “quantidade” de amor em um coração fechado. Não cabe e não entra.
No evangelho percebemos na parábola o amor misericordioso de Deus. Aquele empregado devia uma quantidade absurda ao seu patrão ao ponto que poderia trabalhar a vida inteira e não iria ter condição de cobrir sua divida. O patrão foi misericordioso e lhe perdoou sua divida, a partir daquele momento este empregado estava livre de um peso eterno que lhe caia sobre os ombros. – E vejamos que qualquer divida é uma prisão, é uma mordaça que prende a pessoa ao ponto de ficar desesperado – Mas este empregado não percebeu a libertação que aconteceu em sua vida e foi cobrar um companheiro seu. Alguém que também se encontrava na mesma situação, era também um empregado. E exigiu receber. É bom observar que ele não exigiu mais dinheiro nem estava abusando de seu direito, apenas estava querendo justiça – paga o que me deve.
Mas ao olharmos a atitude do patrão, este não agiu com justiça e sim com misericórdia e foi pela sua misericórdia que o empregado ficou livre de uma divida incomensurável. Mas este não soube agir com misericórdia. E é isto que o Senhor quer que façamos em nossas vidas, viver com o outro sendo misericórdia sem limites para que o amor esteja sempre à frente de todo tipo de ação.
Se olharmos com uma visão mais profunda, esta divida que o empregado contraiu com seu patrão, também é a nossa divida. Pelo pecado estamos condenados à morte eterna, não temos salvação. Jesus perdoou nossos pecados e nos deu a graça da salvação, retirou de nossos ombros a condenação eterna. Em Cristo estamos salvos. Agora, nós que recebemos a misericórdia infinita de Deus e estamos livres de uma divida eterna que jamais poderíamos pagar. O que poderia justificar nossa ação de não perdoarmos o nosso irmão, independente do mal que ele nos causou?
Muitas vezes cobramos justiça com o nosso próximo e nos esquecemos da grande divida que Jesus pagou para nós em sua morte na Cruz. Por isso que diante de qualquer ato de justiça, sem o amor misericordioso de Deus, o Pai, e vejamos que é o Pai, que irá agir com rigor cobrando justiça sobre a pessoa que se fechou ao Seu amor misericordioso.
Sejamos misericórdia para nosso próximo.
Antonio ComDeus

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Liturgia 23º Domingo do Tempo Comum 10/09/2017

1ª Leitura – Eclo 33, 28-9

Perdoa a injustiça cometida por teu próximo; quando orares teus pecados serão perdoados.

Salmo – Sl 102,1-2.3-4.9-10. 11-12. (R. 8)

O Senhor é bondoso, compassivo e carinhoso.

2ª Leitura – Rm 14, 7-9

 Quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor.

Evangelho – Mt 18,21-35

Não te digo perdoar até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

Giovana Rios

Responsável de Marketing e do E-commerce da Editora ComDeus.