Correção Fraterna – Nossos atos é a construção do que somos

Reflexão 23º Domingo do Tempo Comum 03/09/2017

Correção Fraterna – Nossos atos é a construção do que somos

A Palavra de Deus nos fala sobre a “Correção Fraterna”. A Palavra de Deus ao profeta Ezequiel é dura: “Logo que ouvires alguma palavra de minha boca, tu os deves advertir em meu nome”. Caso faça a responsabilidade é de quem recebeu a advertência, se não fizer a responsabilidade é sua. Isto é muito grave.
No evangelho Jesus fala sobre a correção do próximo que deve ser feitas várias tentativas até esgotar as possibilidades de levar o próximo à mudança de vida. É algo exaustivo e perseverante que não podemos compactuar nos erros do irmão e temos o dever de corrigi-lo, orientá-lo e tomar todas as providências para que ele tenha condições de se arrepender a mudar de direção.
Mas tem algo muito importante nestas questões que não pode ficar de fora, por que sem ela podemos agir como juízes de nossos irmãos, e o nosso papel não é de juiz, mas de irmão e para isso tem algo que é fundamental – A Caridade. Sem ela não existe correção, não existe verdade e muito menos mudança. A caridade esta acima de tudo. A própria verdade só deve ser dita se for acompanhada da caridade. A Carta de Romanos nos fala: “qualquer outro mandamento se resumem neste: ‘Amarás a teu próximo como a ti mesmo’”. Portanto procurar colocar o irmão no caminho do Senhor e ser para ele um guia é ter um amor incondicional por ele, ao ponto de dar a sua própria vida pela sua salvação.
Por que “tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu”. Pense bem! Seus atos na terra serão computados no Céu, isto é, nada passa despercebido. Toda nossa vida é de fundamental importância, nossos atos é a construção do que somos, por isso que “tudo” o que fazemos fica registrado em nossa própria história e é o que somos. Somos a nossa história e não o nosso momento. Portanto viver o amor de Deus em todos os nossos atos deve ser uma atitude constante. Assim podemos entender o que é: “se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus”. Isto por que eles estarão tomando decisões movidas pelo nome de Jesus: “estiverem reunidos em meu nome eu estou ali, no meio deles”.
Não somos juízes do nosso próximo e não esqueça: “Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e à medida que usarem, também será usado para medir vocês”. (Mt 7, 1-2). A correção fraterna é a medida do amor que muitas vezes suporta o erro do próximo dando-lhe tempo para o arrependimento. Jesus nunca jogou na “cara” das pessoas seus erros, mas a profundidade de seu amor levou a pessoa e refletir sobre seus atos e mudar de vida. Veja o caso de Zaqueu (Lc 19,1-10), Maria na casa de Simão (Mt 26, 6-13, Mc 14,3-9 e Jo 12,1-8)… E tantos outros.

Amar o próximo ainda é o maior remédio.
Antonio ComDeus

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Liturgia 23º Domingo do Tempo Comum 10/09/2017

1ª Leitura – Ez 33,7-9

Se não advertires o ímpio, eu te pedirei contas da sua morte.

Salmo – Sl 94,1-2.6-7.8-9 (R. 8)

A minh’alma tem sede de vós, como a terra sedenta, ó meu Deus! Não fecheis os corações, ouvi hoje a voz de Deus
2ª Leitura – Rm 13, 8-10

O amor é o cumprimento perfeito da Lei.

Evangelho – Mt 18,15-20

Se ele te ouvir, tu ganharás o teu irmão.

Giovana Rios

Responsável de Marketing e do E-commerce da Editora ComDeus.