Tu és Pedro e eu te darei as chaves do Reino dos céus.

Reflexão 21º Domingo do Tempo Comum 27/08/2017

Tu és Pedro e eu te darei as chaves do Reino dos céus.

Para muitas pessoas Deus criou o mundo, determinou as leis da natureza, criou o homem e a mulher e os deixou aqui para agirem conforme suas vontades e no fim dos tempos voltará para ver o que restou. Seria como se Deus não tivesse nenhum compromisso com sua criação, mas fosse um Deus à parte da história da humanidade e que estaria “olhando” do Céu para ver as suas atitudes e de vez em quando daria suas bênçãos e graças a certas pessoas e seus milagres para consolo dos homens.

Se pensarmos desta forma Deus seria muito cruel e injusto, pois os seres humanos foram criados “a caminho de uma perfeição” que ainda não foi atingida e neste processo, pelo seu livre arbítrio e pela tentação de Satanás, se afasta de seu criador e que, se Deus não o protegesse e o guardasse seria uma total ruína.

Mas como vemos na Palavra: “Na verdade, tudo é dele, por ele, e para ele”.Tudo é dele – Isto é, foi feito por Ele e pertence a Ele; por Ele – por Ele é realizada todas as coisas, isto quer dizer que Ele está em todas as coisas e permanece nas coisas criadas, assim Deus sustenta a criação, pois tudo existe por que Ele dá a existência ao ser; para Ele – Tudo foi criado para a Sua Glória, toda criação visível e invisível foi criado, livremente por Deus, que determinou o grau de perfeição de cada ser, e todo ser criado é chamado à participação de Sua Glória.

Assim vemos que nada escapa das mãos de Deus e o ser humano usando de sua liberdade vai até onde Deus permite, pois quando Deus quer, Ele muda as coisas conforme sua vontade. É o que vemos na primeira leitura. Sobna estava contrariando a vontade de Deus. Deus avisa vou tirar o seu poder e dar a outro que irá fazer conforme a minha vontade. Vemos assim que Deus não está indiferente às realidades que vivemos, mas está dando tempo aos homens de se converterem e fazer o certo, se isso não acontecer Ele agirá conforme sua vontade e as consequências virão para os responsáveis.

Desta forma, devemos ver “quem é Deus para nós”. Será que somente pensamos que é aquele que nos favorece com seus presentes de graças e milagres? Se Jesus é Deus, para nós, então Ele está conosco a cada instante de nossa caminhada. E derrama sobre nós tudo o que deseja para cumprirmos sua vontade, nos dá os dons e as graças e nos vocaciona na missão que Ele tem reservada para cada um.

Importante percebermos que Jesus faz sua pergunta: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”. E ao receber a resposta de Pedro percebe que é este o homem que o Pai escolheu para ficar a frente de sua missão – “e sobre esta pedra construirei a minha Igreja”. A unção é determinada pela manifestação de Deus, de forma clara, a quem Ele está ungindo e, pela unção, mostra que tipo de missão foi dada a cada pessoa. Assim temos que olhar para dentro de nós e perceber a manifestação de Deus e sabermos qual é nossa missão. Não é possível que Deus tenha criado alguém sem um propósito, então todos nós temos uma tarefa, de Deus, a ser realizada no mundo. Mas para perceber essa missão temos que mergulhar em Deus em nossa prática das virtudes, nos sacramentos e na intimidade da oração pessoal. Do contrário podemos estar vivendo por viver e realizando as coisas conforme nossa vontade. Bem, as consequências virão.

“Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”.

Antonio ComDeus

 

 

Liturgia do 21º Domingo do Tempo Comum 27/08/2017

1ª Leitura – Is 22,19-23

Eu o farei portar aos ombros a chave da casa de Davi.

 

Salmo – Sl 137,1-2a.2bc-3.6.8bc (R. 8bc)

 Senhor, vossa bondade é para sempre! Completai em mim a obra começada!

 

2ª Leitura – Rm 11,33-36

Tudo é dele, por ele, e para ele.

 

Evangelho – Mt 16,13-20

Tu és Pedro e eu te darei as chaves do Reino dos céus.