O seu rosto brilhou como o sol.

Reflexão Festa da Transfiguração do Senhor 06/08/2017

O seu rosto brilhou como o sol.

“Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem”, esta é uma afirmação de nossa fé, um dogma em que nos dá a certeza de que nossa fé está alicerçada na revelação. Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens”.(Fl 2, 6-7). Mesmo sendo verdadeiro Deus aniquilou-se para morar em nosso meio assumindo a condição humana como nós.

Na transfiguração, Jesus manifesta um pouco de sua glória e leva os Apóstolos a uma experiência profunda de sua pessoa. Algo que marcou suas vidas de forma objetiva, e que o Apóstolo menciona neste texto: “Esta voz, nós a ouvimos, vinda do céu, quando estávamos com ele no monte santo”. Poderíamos perguntar: por que Jesus levou somente os três e não os doze? Qual foi a razão desta preferência? Na verdade não foi preferência, mas missão. Estes três seriam as grandes colunas da Igreja nascente e necessitavam ter uma experiência diferenciada para que pudessem suportar o que viria depois. Assim Jesus proporciona a eles a verem sua glória para que não tivessem dúvidas e quando passassem pelo “vale escuro” (Sl 23), pela noite escura da perseguição e pelo silencio de Deus, poderiam se enriquecer desta experiência e não desvirtuar da missão que lhes foi dada.

A falta da experiência de Deus e a manutenção dela pela oração pessoal e nos sacramentos levam muitas pessoas a naufragar na fé (1Tm 1,19) e andar por caminhos errados. Muitas pessoas não entenderam que estão no mundo para servir a Deus e para conhecer sua glória na intimidade.

Quando nos dispomos a conhecer a Deus na intimidade Ele se revela e revela as coisas do Céu. Foi o que aconteceu na transfiguração. Jesus mostrou um pouco de sua glória e revelou Moisés e Elias fazendo o paralelo dos dois testamentos e revelando que ele é maior que estes dois grandes profetas. Moisés o homem da Lei e Elias o maior profeta do Antigo Testamento. Neste momento Jesus mostra que é maior que os dois e o cumprimento daquilo que eles proclamaram. Mas Jesus vai além. Mostra a presença do Pai, que se apresenta e faz uma revelação: “Este é o meu Filho amado” e lhes dá uma ordem: “Escutai-o!”.

Irmãos e irmãs. Qual foi à transfiguração que Jesus levou você a experimentar? Qual intimidade você já teve com o Senhor ao ponto de passar pelo vale escuro sem naufragar na fé? Como foi sua subida ao Tabor que lhe proporcionou uma força divina que ressoou em toda sua vida? Necessitamos dessa experiência. Todos nós de uma forma ou outra, com mais o menos intensidade, passamos por momentos difíceis na vida – trabalho, enfermidade, finanças, problemas familiares, angustias, depressão… E tantas outras coisas que acontecem e que, na maioria das vezes, não relacionamos com a nossa missão, mas com as consequências da vida.

Jesus quer lhe proporcionar essa experiência e sempre com mais intensidade. Não importa em que grau você chegou, o que importa é caminhar decididamente rumo ao alvo estabelecido por Deus. (Fl 3,12-16).

A Glória de Deus é manifestada no coração sensível ao seu chamado.

Antonio ComDeus

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Liturgia Transfiguração do Senhor 06/08/2017

 

1ª Leitura – Dn 7,9-10.13-14

Serviam-no milhares de milhares.

 

Salmo – Sl 96(97),1-2.5-6.9 (R. 1a.9a)

Deus é Rei, é o Altíssimo, muito acima do universo.

 

2ª Leitura – 2Pd 1,16-19

Esta voz, nós a ouvimos, vinda do céu.

 

Evangelho – Mt 17,1-9

O seu rosto brilhou como o sol.