Ele vende todos os seus bens e compra aquele campo.

Reflexão 17º Domingo do Tempo Comum

Muitas pessoas acreditam em destino. Algo que já está escrito em nossa vida e que iremos passar, como que tudo está escrito e nada podemos fazer por que já foi determinado. Isto seria um absurdo. Pois se tudo já está determinado, então não temos culpa dos erros que cometemos e nem mérito pelo bem que fazemos, seremos então umas marionetes nas mãos do Criador.

A Sagrada Escritura não fala de destino, mas seu ensinamento é sobre a predestinação. Mas afinal o que é predestinação? Conforme o Catecismo de nossa Igreja (deve-se ficar claro que Catecismo é um documento onde contém todas as verdades de nossa fé e não catequese infantil, como muitos pensam) nos orienta: “Para Deus, todos os momentos do tempo estão presentes em sua atualidade. Ele estabelece, portanto, seu projeto eterno de “predestinação” incluindo nele a resposta livre de cada homem à sua graça”. (CIgC 600). Vamos entender: 1 – Deus é um Espírito perfeitíssimo, onipotente, imutável, onipresente e todo poderoso. Nele não há mudança alguma por isso que Ele se diz “EU SOU”; 2 – Determinou em seu projeto eterno a predestinação, onde inclui a resposta livre de cada homem na formação de seu projeto; 3 – Ele dá as graças necessárias para que cada pessoa humana possa dar uma resposta livre com sabedoria para daí formar bons resultados; 4 – Neste sentido o homem é chamado, por Deus, a participar livremente de seu projeto e construir junto com Deus o seu Reino; 5 – Assim o homem torna responsável pela construção do Reino estabelecido por Deus e recebe d’Ele todas as graças necessárias para ser um bom operário e ter uma realização por estar, junto com Deus e de forma ativa, construindo algo de maravilhoso.

Certamente que o pecado é um obstáculo para o homem que levado pela concupiscência afasta do plano de Deus e constroem algo muitas vezes desastroso. Mas Deus sabe tirar da rede peixes bons e ruins e em consequência dá a cada um o destino correto.

Por isso que nossa vida é uma busca do tesouro escondido e somente aquele que não se contenta e não se cansa de procurar. E vai até encontrar o maior tesouro que o possa realizar. Enquanto está cavando, procurando, lutando com todas as armas do amor e da caridade está construindo o Reino de Deus. Achando o tesouro se tranquiliza e se sente realizado.

Da mesma forma, o comprador de pedras preciosa, que é um negociante. Está comprando, buscando, negociando até alguém lhe oferecer algo irrecusável. Algo que não pode faltar em sua coleção. Algo que irá fazer dele a pessoa mais importante. Não tem dúvidas vende tudo para possuir aquela única pedra. É o Reino. Após achar nada mais importa, todo o resto é insignificante diante desta posse.

Assim todos nós estamos nessa busca que não pode parar e não podemos nos dar por concluído. Implantamos o Reino de Deus em nossa busca, mas somente ficaremos satisfeitos quando chegarmos ao Reino definitivo – A casa do Pai.

Por isso que o Reino é semelhante ao pescador que joga a rede e apanha todos os tipos de peixe. Este pescador é Deus e os peixes somos nós. Aqueles que acharam sua pedra preciosa ou o tesouro escondido serão os bons peixes e os que foram lançados fora não fizeram o dever de casa, não buscaram exaustivamente o Tesouro, foram negligentes na vida e não corresponderam com a honra em que Deus os colocou – de ser colaborador ativo de Deus na construção de seu Reino.

Pense bem! Qual a sua missão no projeto de Deus. E se está correspondendo a esse chamado.

 

Antonio ComDeus

 

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Liturgia do 17º Domingo do Tempo Comum

 

1ª Leitura – 1Rs 3, 5.-712

Pediste-me sabedoria.

 

Salmo – Sl 118,57.72.76-77.127-128.129-130 (R.97a)

Como eu amo, Senhor, a vossa lei, vossa palavra!

 

2ª Leitura – Rm 8,28-30

Ele nos predestinou para sermos conformes à imagem de seu Filho.

 

Evangelho – Mt 13,44-52

Ele vende todos os seus bens e compra aquele campo.