Reflexão 3º Domingo da Páscoa 2017

Reconheceram-no ao partir o pão.

Estamos no período Pascal e nossas leituras, destes domingos, estão fixadas nos acontecimentos do dia da ressurreição, no domingo próximo passado vimos Jesus se manifestando aos Apóstolos e dando o poder de perdoar os pecados, pelo impulso do Espírito Santo derramado sobre eles. Hoje vemos os discípulos de Emaús que, desolados, estão indo para casa, tristes, porque foram enganados, pensando que aquele profeta seria o messias. Mas, sabemos que Jesus, em toda sua vida, não deixou transparecer de forma clara quem ele era e de outra forma jamais iria passar pela mente de alguém que Deus se encarnaria e se fizesse um de nós. Quando a Sagrada Escritura dizia sobre o salvador, o filho de Deus isto não era interpretado com Deus se encarnando. E outro aspecto que não passava pela mente deles, isto é, de todo povo de Israel, desde os grandes do Templo até o mais humilde, é a respeito da ressurreição. Alguém que morresse e ressuscitasse.

Primeiro que não tinham noção de pecado pessoal como rompimento da graça e que todos que havia morrido não estavam no reino de Deus. Isto era oculto a eles. A salvação que esperavam era no sentido do que Davi realizou. Expulsou os inimigos, trouxe paz ao reino de Israel e Judá, não explorava o povo com impostos e taxas, fazia suas guerras e traziam os espólios para seu povo e se sustentava, ele e seu exercito, com estes espólios. E o povo vivia feliz. Era isto que o povo esperava inclusive os Apóstolos e Discípulos.

Jesus decepcionou a todos. Aquilo que vemos com os discípulos de Emaús era o que estava acontecendo com toda comunidade – uma desolação.

A comunidade tem que fazer uma releitura do Antigo Testamento e perceber que os profetas estavam afirmando outras coisas e que eles não pensavam desta forma. Foi uma grande descoberta e ao mesmo tempo uma alegria imensa quando depararam com o Ressuscitado. E foi pela experiência pessoal e pelo Espírito Santo, que tiveram a certeza que Jesus Cristo era o enviado do Pai para resgatar a humanidade do poder da morte eterna, “pelo precioso sangue de Cristo”.

“É, portanto, a ressurreição de Cristo que previu(Davi) e anunciou com as palavras: ‘Ele não foi abandonado na região dos mortos e sua carne não conheceu a corrupção’”.

Portanto, a certeza que cada um de nós deve ter, sobre a ressurreição é a experiência pessoal com Jesus, levados pelo poder do Espírito Santo e quanto maior for esta experiência, quanto mais desejável, quanto mais sede nós tivermos deste encontro, – que deve ser diário – mais pleno será nossa adesão ao Senhor e maior será nosso testemunho.

Nossa vida terá sentido somente se encontrarmos aquele que pode dar sentido a ela. Sabemos que toda vida humana é cercada de mistérios – de onde viemos? Para onde vamos? O que é tudo isso que acontece? Será que Deus se esqueceu de nós? Será que deus existe? Enfim podemos ter muitas dúvidas, incógnitas, respostas mal resolvida e muito mais. Mas quando temos um encontro pessoal com o ressuscitado tudo fica claro como o dia, nossa alma se aquieta e começamos a ver o mundo como Deus vê e sentimos uma grande alegria de estar vivo e poder participar com Deus do mundo apesar de tantos desencontros. Somente Jesus nos dá resposta a tudo e não tanto pela razão, mas de forma experiencial. É o sabor do amor derramado em nossos corações que faz de nós pessoas felizes.

É isso que devemos buscar continuamente em nossa vida. Deus é uma pessoa e pessoas se relacionam, se amam, trocam experiências e comungam numa plenitude de vida sem limites.

Não coloque limites em sua vida com Deus. A torneira da graça é você quem abre.

 

Antonio ComDeus

 


 

Reflexão 3º Domingo da Páscoa 2017

 

1ª Leitura – At 2,14.22-33

Não era possível que a morte o dominasse.

 

Salmo – Sl 15,1-2a.5.7-8.9-10.11

R. Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto de vós felicidade sem limites!

 

2ª Leitura – 1Pd 1,17-21

Fostes resgatados pelo precioso sangue de Cristo, cordeiro sem mancha.

 

Evangelho – Lc 24,13-35

Reconheceram-no ao partir o pão.