Reflexão Sexta-feira da Paixão do Senhor da Páscoa 2017

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Olhando para os Discípulos de Emaús, vemos Jesus explicando as palavras dos profetas sobre sua pessoa. Vemos isso claramente na leitura de Isaías. Deus foi tão claro a falar do salvador e mesmo assim os homens fecharam o coração, não todos por que uma grande quantidade do povo e autoridades aceitou Jesus como Messias. (Jo 12,42). Mas nada estava “escondido”, tudo foi revelado pelo Pai antes que acontecesse, mas o coração duro e o apego às coisas deste mundo fecharam o coração daqueles que promoveram a morte do Salvador. Hoje também é assim. Os grandes deste mundo conhecem a verdade, sabem que estão no erro, tem claro as maldades que fazem, mas levados pela ganância, pelo poder destroem a sociedade usurpando o que pertence ao próximo.

A morte de Jesus foi livre e espontânea –Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou”.(Jo 10,18). Este foi o gesto mais profundo de um Deus que ama – se aniquilar de sua condição e dar a vida pela salvação do mundo – Mas o fato de matar Jesus e da forma que fizeram é fruto da maldade humana que, instigado pelo maligno, chaga as maiores barbaridades. Tudo levado pela ganância e pela soberba (a mãe de todos os pecados).

Esse é o grande mistério – Deus se faz homem para levar os homens ao grau da divindade – Jó 36, 26 nos fala que Deus é grande demais para que o conheçamos. Na verdade toda nossa vida é mistério. Não algo ininteligível, mas que ultrapassa nossa capacidade. Mas sabemos que é mistério, pois a manifestação de Deus se fez e se faz em nosso meio. Quando meditamos sobre todo processo de Paixão, Morte e Ressurreição, observamos a delicadeza e a grandeza de um amor que não cabe dentro de nós, que ultrapassa tudo que vemos e que temos noção, como tudo o que buscamos saber.

Necessitamos de mergulhar neste sacrifício, entrar no mais profundo de Sua entrega, para sentirmos a grandeza de seu amor. São dores reais, que machucaram e feriram o corpo de Deus. Não estamos diante de um homem qualquer e sim de Deus. Jesus é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. Aquele corpo pregado na Cruz e depositado no tumulo é Deus. Aquela alma humana que se separou do corpo e foi para a mansão dos mortos é Deus. Como homem tem corpo humano e alma humana como todos nós, mas como Deus tem sua Divindade. Então não estamos diante de um homem somente, mas um homem verdadeiro e Deus verdadeiro (Isto se chama, em teologia – União hipostática – união das naturezas. Duas naturezas, mas uma só pessoa).  Por isso que podemos dizer: Deus nasceu, Deus sentiu fome, Deus sentiu dor, Deus morreu, Deus ressuscitou.

Neste período de Semana Santa não estamos lembrando o passado, olhando para trás e sentido um saudosismo pelos feitos de Jesus. Nós celebramos, isto é, tornamos presente, no hoje de nossa história, todos os feitos de Jesus. Ele sendo Deus.Todos os seus atos tem valor eterno, por isso são perpétuos. Assim, em nossa liturgia vivemos a anamnese (memorial), “O memorial não é somente a lembrança dos acontecimentos do passado, mas a proclamação das maravilhas que Deus realizou por todos os homens. A celebração litúrgica desses acontecimentos torna-os de certo modo presentes e atuais”. (CIgC 1363).

Tempo de reflexão, oração, silêncio e participação nas cerimônias de nossa Igreja. Deixemos as outras coisas: viagens, comidas, bebidas, festas, etc, para outras datas. Nesta semana mergulhemos no Amor de Deus Misericordioso.

 

Antonio ComDeus


 

Sexta-feira da Paixão do Senhor da Páscoa

14 de Abril de 2017

1ª Leitura – Is 52,13 – 53,12

Ele foi ferido por causa de nossos pecados.

 

Salmo – Sl 30,2.6.12-13.15-16.17.25 (R.Lc 23,46)

R. Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.


2ª Leitura – Hb 4,14-16; 5,7-9

Ele aprendeu a ser obediente e tornou-se causa e salvação para todos os que lhe obedecem.

 

Evangelho – Jo 18,1-19,42

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo João 18,1-19,42

Prenderam Jesus e o amarraram.