Reflexão 8º Domingo do Tempo Comum – Ano A – 2017

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“Se ela se esquecer, eu, porém, não me esquecerei de ti”. Temos um Deus apaixonado, um amor tão grande que se torna incompreensível, mas real e verdadeiro, pois podemos experimentá-lo, sentir e degustar este amor cheio de misericórdia que vem em socorro de nossa fraqueza (Rm 8,26). Esse amor nem sempre é correspondido, muitas vezes esquecemo-nos de quem é Deus e o que Ele pode, quer e está realizando em nossas vidas e buscamos nos escorar nas coisas do mundo buscando soluções, socorro, esperança naquilo que o mundo pode nos dar. O resultado é simples – ficamos decepcionados – mas muitas vezes entramos num emaranhado de situações que nossa vida se torna um caos. E pior, a vida passa e não nos atemos que estamos do lado errado da vida e quando descobrimos o folego apagou.

Não podemos esquecer que o pecado está em nós e que nossa luta é de aniquilar esse veneno ao grau que não nos impeça de plenificarmos em Deus. Não podemos esquecer que este mundo ainda está nas mãos do maligno e que contém Joio e Trigo (Mt 13,24-30). E não adianta querer fazer uma média com os dois, que seja seu sim, sim e seu não, não (Mt 5,37), “Ninguém pode servir a dois senhores”. E veja bem! Jesus fala: “Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Ele não fala Maligno, Demônio, Satanás, porque o mundo está corrompido pelo mal. E cabe a cada um fazer sua opção.

Preocupamo-nos tanto com as coisas deste mundo. Trabalhos, bens, riqueza, posse, dinheiro para ter uma vida folgada, festas, diversões, nos atolamos num ativismo, agenda cheia de compromissos – academia, salão de beleza, cursos dos mais diversos, natação, línguas e nos ocupamos, gastamos e o quanto mais ganhamos, mais gastamos. E a coisa não tem fim. Sobrecarregamos, nos tornamos individualistas, egocêntricos. Fazemos as mais cruéis opções. Neste sentido a moral, ética, bons costumes se tornam relativos. Tornamo-nos máquina de prazeres como um parasita a sugar o mundo. Pra quê? Pra onde isso vai nos levar se deste mundo não levamos nada e muitas vezes nos enchemos de tanto entulho que não conseguiremos ascender ao Céu.

Neste texto (Mt 6, 24-34) Senhor fala cinco vezes “não vos preocupeis”. Afinal qual é a nossa relação com a Palavra? Acreditamos que é de Deus? Mas Ele não nos fala para não preocuparmos? Por que nossa vida é marcada pela insegurança? Depositamos mais valor em nosso holerite que na Palavra? Ficamos mais tranquilos com um bom saldo no banco que as promessas do Senhor? Vejo que temos que fazer uma revisão de vida – Onde está nosso tesouro?

“Aguardai que o Senhor venha. Ele iluminará o que estiver escondido nas trevas e manifestará os projetos dos corações. Então, cada um receberá de Deus o louvor que tiver merecido”. Quando o Senhor vier tudo virá às claras. Que loucura! Hoje podemos nos disfarçar, mentir, ludibriar, manipular, corromper… Mas um dia tudo será colocado diante de todos e conheceremos e seremos conhecidos como realmente somos, não só por Deus, mas por todos. Isso se chama Juízo Universal ou Final. Que bom se neste dia recebermos um louvor pelo bem que realizamos neste mundo. (Mt 25, 14-30).

Vós não valeis mais do que…?

 

Antonio ComDeus


 

8º Domingo do Tempo Comum Ano A – 2017

 

1ª Leitura – Is 49,14-15

Eu não te esquecerei.

 

Salmo – Sl 61,2-3.6-7.8-9ab (R.6a)

R. Só em Deus a minha alma tem repouso, só ele é meu rochedo e salvação.


2ª Leitura – 1Cor 4,1-5

O Senhor manifestará os projetos dos corações.

 

Evangelho – Mt 6,24-34

Não vos preocupeis com o dia de amanhã.