Reflexão 4º Domingo do Tempo Comum – Ano A – 2017

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Hoje, em nossa sociedade, espalha-se uma cultura de prosperidade, de que os mais capacitados é quem sobrevivem e que a pessoa tem que ser o melhor e estar acima dos outros. Esta cultura eleva as pessoas acima de si mesmas e cria uma exuberância interior da qual se tornam egoístas, egocêntricas e individualistas. Para ter realização na vida têm que sobrepor aos outros, criando, assim, uma competição, na maioria das vezes desigual e injusta, sem respeitar o limite de cada pessoa, forçando que todas tenham as mesmas qualidades, destruindo as que não conseguem chegar ao topo da mesma forma, no mesmo modelo de competidor.

Nossa sociedade é pagã e não se importa com a Palavra de Deus e busca somente lucro e vantagens. Por isso que aqueles que querem seguir o Senhor devem ser moldados em Sua Palavra e saberem discernir o que edifica e faz da pessoa um filho agradável a Deus.

As coisas de Deus são realmente contrárias às do mundo. Não podemos esquecer que este mundo está nas mãos do Maligno e que os Filhos de Deus andam na contra mão, por isso que é muito difícil discernir os passos a serem dados, pois o mundo nos engana. Mas temos onde recorrer – A PALAVRA DE DEUS – Não podemos imaginar que sabemos tudo e que determinamos os nossos caminhos sem o risco de se perder. Não somos donos da verdade, ela não está em nós, mas está na Palavra de Deus e é ali que temos que buscar tudo o que precisamos para edificar nossa vida sobre a ‘rocha’. Por isso que Sofonias (Sf 2,3; 3,12-13) e 1Coríntios (1Cor_1, 26-31) se tornam para nós normas de vida e de como seremos melhor.

Assim também vemos neste evangelho, com a Bem-Aventurança, a busca do caminho da perfeição. Não podemos pensar em sermos apenas homens e mulheres honestos, respeitosos, cumpridores de seus deveres, éticos, de uma moral bem elevada e sermos visto pela sociedade com pessoas de bem. Isto é muito bom, mas não é o grau de perfeição proposto pelo Evangelho. Se isso fosse o limite seriam os dez mandamentos, o ápice de nossa caminhada como ser. Mas Jesus nos apresenta as bem-aventuranças. Neste ponto não podemos esperar que consigamos atingir essa proposta com nossas próprias forças, por isso São Paulo nos fala que: ‘Aquele que está no Espírito está acima da lei’. (Gl 5, 17-18). Para alcançarmos a perfeição Evangélica necessitamos da ação do Espírito Santo, pois somente Ele poderá nos levar às experiências mais profundas e com isso seremos sinal de contradição em nossa sociedade. Veja quando um rapaz ou uma moça sente a vontade de largar tudo para seguir Jesus em uma vida consagrada. Encontra obstáculos de todos os tipos, isso quando não é impedido de seguir sua vocação. E daí pra frente…

Quais Bem-aventuranças você já alcançou em sua caminhada? Quais as que você está almejando?

Corra, o tempo está passando…

Antonio ComDeus

 

4º Domingo do Tempo Comum

 

1ª Leitura – Sf 2,3; 3,12-13

Deixarei entre vós um punhado de homens humildes e pobres.

Salmo – Sl 145,7.8-9a.9bc-10 (R.Mt 5,3)

R. Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.

2ª Leitura – 1Cor_1, 26-31

Deus escolheu o que o mundo considera como fraco.

Evangelho – Mt 5,1-12a

Bem-aventurados os pobres em espírito.