Reflexão 3º Domingo do Tempo Comum – Ano A – 2017

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“Uma luz resplandeceu…”. Estamos vivendo, em nossa liturgia, os primeiros passos da vida pública de Jesus. ‘Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo’. Isto é, o Reino de Deus está no meio de vós, este Reino é o próprio Jesus, Ele é o Reino de Deus que se faz presente em nosso meio, é a Luz que resplandeceu. ‘Fizeste crescer a alegria, e aumentaste a felicidade; todos se regozijam em tua presença…’. A visita de Deus na terra, que assume nossa natureza para que possamos vê-lo em nossa face, igual a nós, e que passa pelos mesmos caminhos que passamos em todas as fazes de nossa vida humana. Olhando para Jesus vemos um Deus que se fez homem, sem deixar de ser Deus, para elevar a raça humana ao grau da divindade.

Celebramos com alegria a vida pública de Jesus, que irá nos ensinar as verdades do Pai e nos resgatar do pecado e da morte com seu sacrifício. Somos ou não os mais felizes? Principalmente você, que passou pela experiência com Jesus ressuscitado, de recebermos esta revelação, de conhecermos as verdades de Deus e seu plano de salvação em Cristo. Pense bem! Somente 20% da população do mundo recebeu esta verdade. Somos privilegiados e ao mesmo tempo responsáveis de espalhar o evangelho para que outros possam beber destas verdades. É um direito deles e um dever nosso.

Jesus mudou de Nazaré para Cafarnaum. Saiu da cidadezinha, de uma aldeia e foi morar na casa da sogra de Pedro às margens do Lago de Genezaré, onde era caminho dos mercadores e onde sua Palavra pudesse se propagar, aí fez a maior parte de seus milagres e foi a região em que mais ensinou a Doutrina do Pai. Foi uma estratégia, uma visão de missão. Ali Ele formou sua equipe de discípulos e foi ensinando com Palavras, mas também com obras. O Reino de Deus sendo implantado tem como missão restaurar o que o pecado desfigurou, maculou, destruiu. Por isso que vem com poder, com sinais, com manifestações, que deixam o povo inebriado com as curas, os milagres e as Palavras de poder.

Assim deve ser a Igreja de Jesus: Manifestação deste mesmo poder, uma Igreja que cura, opera milagres, faz prodígios e onde seus filhos sintam a alegria do anúncio gostoso da salvação. Mas muitas vezes acontece, como Paulo exorta aos Coríntios, brigas, disputas, concorrência, partidos, posse do poder para proveito próprio. São Paulo nos adverte – a Igreja é de Cristo – Somos operários da messe e não proprietários e temos o dever de evangelizar, de implantar o Reino e sermos bons exemplos de vida comunitária.

Assim, não devemos usurpar de retóricas, com apelativos para pregar a Palavra, de macaquices, de meios mirabolantes para ludibriar o povo que se apega mais no pregador do que na Palavra anunciada.

Paulo nos fala: Enviou-me a ‘pregar a boa nova da salvação, sem me valer dos recursos da oratória, para não privar a cruz de Cristo da sua força própria’. Infelizmente muito estão ‘privando a Cruz de Cristo de sua força’ e anunciando com seus ‘talentos’ e aparecendo mais que o Senhor. Aí não há conversão, não há mudança de vida, são efeitos psicológicos que massageiam o ego das pessoas e não produzem salvação.

Caminhemos na Boa Nova de Cristo e permitamos que a força da Cruz nos conduza às alegrias da Vida Nova vivida no amor experiencial de Jesus.

Antonio ComDeus.

 

3º Domingo do Tempo Comum

 

1ª Leitura – Is 8,23b-9,3

Na Galiléia, o povo viu brilhar uma grande luz.

Salmo – Sl 26,1.4.13-14 (R.1a.1c)

R. O Senhor é minha luz e salvação.
O Senhor é a proteção da minha vida.

2ª Leitura – 1Cor 1,10-13.17

Sede todos concordes uns com os outros 
e não admitais divisões entre vós.

Evangelho – Mt 4,12-23

Foi morar em Cafarnaum, para se cumprir
o que foi dito pelo profeta Isaías.