Reflexão 25º Domingo do Tempo Comum – Ano C – 2016

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Temos diante de nós uma parábola de difícil interpretação. Mas vamos buscar o sentido em que Jesus quer nos instruir neste final de semana em nossa liturgia. Vejamos: esta é uma parábola de contraste, é como ver o negativo de uma fotografia onde o que é preto se trona branco e o que é branco se torna preto. Assim temos outras parábolas deste tipo, em que a moral da estória é o inverso do que se fala – Lc 18, 1-8, o juiz cínico é figura, por contraste, do Senhor Deus; Lc 11, 5-8, o amigo comodista é símbolo do próprio Deus; Lc 11, 11-13, o pai da terra, deficiente como é, simboliza o Pai do Céu que é perfeito.

Nesta parábola vemos um administrador desonesto que a princípio gastava o dinheiro de seu patrão em uma vida fútil, leviana, vivendo um hedonismo sem nenhuma preocupação com seu próprio futuro. Nota-se, a partir de um costume da palestina, que o administrador roubava seu patrão superfaturando os clientes e não retirando dos bens do patrão e também não era costume de ter uma contabilidade séria sobre as negociações ao que para o administrador ficava muito fácil conduzir as coisas segundo sua vontade. Por isso que o patrão diz: “Que é isto que ouço a teu respeito?”. Ele leva um susto. Quando o administrador se vê no risco de ficar desempregado age com habilidade reduzindo a divida dos clientes, na verdade esta retirando o “superfaturamento” para que ele tenha a onde se apoiar ao perder seu emprego.

Veja o patrão não é Jesus e sim um personagem da parábola. O que Jesus nos mostra, por contraste, é que os filhos deste mundo se empenham com todas as forças para ter “poder e dinheiro” e fazem qualquer negócio para manter-se “bem”, mesmo que tenha que perder algo favorecendo outros que depois poderá servi-lo.

Neste sentido os filhos deste mundo não medem esforços para chegar ao seu ideal, que é a luta pelo “poder” e pelo “ter” ao passo que os filhos da luz não têm o mesmo empenho pelos bens espirituais.

“Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem?”. Não importa se seu patrão é injusto, se os valores que passam pelas suas mãos, através do trabalho que você realiza, vêm de lucros honestos ou desonestos. O que importa é o seu caráter, a sua honestidade, o seu testemunho, a sua fidelidade ao seu Deus é o que dirige toda a sua vida. Assim não poderá servir a Deus e ao dinheiro. Para os filhos da luz tudo o que os envolve é para a glória de Deus e para implantar o Reino d’Ele neste mundo – trabalho, bens, dinheiro, poder, família… Para os filhos das trevas tudo é para a sua vanglória e irá querer tirar a maior vantagem de tudo e de todos para glorificar a si mesmo, se desdobra de todas as formas sem medir as consequências para estar acima de todos e ser visto por todos como uma pessoa de poder. Estes certamente estão sob o domínio do Demônio, pois esse é o sentido do pecado – SER DEUS.

Mas, olhando para a primeira leitura vemos: “Nunca mais esquecerei o que eles fizeram”. Neste mundo a pessoas faz segundo seus desejos e, muitos pensam que tudo acaba com a morte e fica tudo para trás, muitos dizem: “aqui se faz, aqui se paga”, mas na prática não é bem assim, quantos vivem uma vida no roubo, na injustiça, prejudicando os outros, quantas pessoas que tem o poder nas mãos e usam em favor de si mesmos. De outro lado quantas pessoas nascem doentes e ficam doentes a vida toda, quantos pobres que estão na linha da miséria e morrem na miséria, então o ditado “aqui se faz, aqui se paga” não é verdadeiro. Mas em tudo Deus esta vendo e um dia, no juízo final, colocará tudo as claras para que cada um possa ver as consequências do bem ou do mal que fez – isto é o juízo final. Um julgamento de justiça entre os homens para que os bons vejam o quanto o bem que fizeram ajudou a humanidade e os maus vejam o prejuízo que causaram no mundo com a sua soberba.

Que tenhamos a Sabedoria do Espírito para fazer a melhor escolha e empenhar com toda a vida em servir ao Senhor.

Antonio ComDeus

 

25º DOMINGO Tempo Comum

1ª Leitura – Am 8,4-7

Contra aqueles que dominam os pobres com dinheiro.

Salmo – Sl 112, 1-2.4-6.7-8 (R. cf. 1a.7b)

R.Louvai o Senhor que eleva os pobres! 

2ª Leitura – 1Tm 2,1-8

Recomendo que se façam orações a Deus por todos

os homens. Deus que quer que todos sejam salvos.

 

Evangelho – Lc 16,1-13

Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.