Reflexão 16º Domingo do Tempo Comum – Ano C – 2016

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A visão dos três anjos visitando Abraão próximo ao carvalho de Mambré é algo maravilhoso. Vejamos bem esta cena: Os três homens, são anjos de Deus, que vem até Abraão que, em nossa visão hoje, representa a Santíssima Trindade. Uma visita divina e Abraão percebe quem são os visitantes e os trata com a maior presteza oferecendo o que de melhor pode lhes dar, diante de uma súplica: “Meu Senhor, se ganhei tua amizade, peço-te que não prossigas viagem, sem parar junto a mim, teu servo”. Refletir sobre esta visita nos faz inebriar com a presença de Deus junto de Abraão, mas nós temos muito mais que Abraão! Este e o pai de nossa fé, mas não tinha a salvação como nós temos hoje com Jesus Cristo e ele também não era possuidor da presença do Espírito Santo como nós o temos hoje como presença. Então o Senhor não só nos visita como somos templos do Espírito Santo. O que falta? Intimidade? Docilidade? Dedicação de tempo de oração pessoal? A busca de uma vida mística? Certamente tudo isso e muito mais – Um desejo ardente de estar em comunhão profunda com nosso Senhor e experimentar seus carinhos.

Esta é nossa meta – ver Deus face a face – e para isso necessitamos de ser um com Cristo ao ponto de sermos confundido com Cristo em seus atos. Fazemos parte de seu Corpo Místico e temos que ter a busca de ser um com ele. Paulo nos relata algo impressionante: “Alegro-me de tudo o que já sofri por vós e procuro completar na minha própria carne o que falta das tribulações de Cristo”. (negrito nosso). Se formos membros do corpo de Cristo, o sacrifício de Cristo continua em seu corpo que é a Igreja e que somos nós, mas também os momentos de glória – Transfiguração, Festas, regozijou de Alegria, milagres, curas, libertações… – Assim se completa em nós aquilo que faltou em Cristo na Cruz. Puxa! Quanta honra! Ser membro de Cristo e revelar em nós o que faltou em Cristo. Será que somos dignos de tamanha Glória? O Senhor quis assim, que possamos agir como Ele deseja.

Neste sentido não importa qual seja a sua função neste corpo – contemplativa – como Maria, que era uma prostituta que se converteu e agora não queria outra coisa a não ser ficar na intimidade ao Senhor o qual ela experimentou; ou como Marta que tinha uma vida hospitaleira e queria dar o melhor de si ao Senhor? A cada um de nós Deus deu uma missão e é aquilo que estamos fazendo, nossa vida, nosso trabalho, nossa família, nossas enfermidades, nossos problemas, enfim toda a nossa vida e tudo o que a envolve deve ser oferecido em honra e glória ao Senhor.

“Marta! Tu te preocupas e andas agitada”. Talvez Jesus esteja também falando a cada um de nós estas mesmas palavras. Temos que confiar no Senhor e acreditar que nossa vida é exatamente aquilo que Deus quer para cada um de nós, é a forma de servirmos a Deus e de caminhar na santidade.

Há alguns anos atrás esteve em nossa comunidade uma moça, que viveu conosco durante alguns anos, mas tinha fixo em seu coração que queria ter uma vida contemplativa, mas durante o tempo em que viveu conosco trabalhava muito como todos nós aqui trabalhamos e só na evangelização. Mas com o tempo a ajudamos e descobrir sua vocação até que encontrou uma congregação Carmelita e hoje é monja contemplativa em clausura.

Deus tem um plano para cada um de nós. Você já descobriu o seu?

Antonio ComDeus

 

16º Domingo do Tempo Comum – Ano C – 2016

 

1ª Leitura – Gn 18,1-10a

Meu Senhor, não prossigas viagem, sem parar junto a mim, teu servo.

 

Salmo – Sl 14,2-3a.3cd-4ab.5 (R. 1a)

R. Senhor, quem morará em vossa casa? 

 

2ª Leitura – Cl 1,24-28

O mistério escondido por séculos e gerações, mas agora revelado aos seus santos.

 

Evangelho – Lc 10,38-42

Marta recebeu-o em sua casa. Maria escolheu a melhor parte.