Reflexão 11º Domingo do Tempo Comum – Ano C 2016

altDeus é amor, já nos diz São João. É neste amor misericordioso onde moramos, onde temos a liberdade, conquistada por Cristo, para armar nossa tenda e ficar no sabor de um amor que jamais passa. Deus se mostra, na história do povo que Ele próprio escolheu, um Deus compassivo que sempre volta atrás e dá mais uma chance aos seus filhos. É o caso de Davi que agiu de forma tão absurda, no desejo de ficar com a mulher de Urias, o colocou na frente de batalha para que os inimigos pudessem matá-lo e tomar sua mulher por esposa. Diante deste crime cometido por Davi, Deus coloca o profeta para mostrar seu erro e de forma muito sutil e com muita delicadeza Deus mostra sua falta e Davi cai em prantos, Deus o perdoa, mas a consequência de seu erro lhe traz um prejuízo, seu primeiro filho irá morrer. É bom vermos que não é vingança de Deus, mas é a sentença de seu próprio pecado.

Aqui é bom meditarmos na doutrina de nossa Igreja: Quando cometemos um pecado e diante do arrependimento vamos até o confessionário, acusamos nosso pecado e recebemos o perdão do pecado pelas mãos do sacerdote. Mas o problema não foi totalmente resolvido existe a sentença do pecado ou a pena do pecado que não é problema de Deus e sim do pecador que causou uma desordem na criação e que agora tem que colocar as coisas em ordem. Isso é, todo pecado é uma desordem causada na ordem criada por Deus isto gera a pena que devemos trabalhar para colocar as coisas em ordem, por isso devemos dedicar: a oração, a penitência, a obra de caridade, buscar os atos indulgenciados pela Igreja. Ex: Se alguém roubar um relógio e depois ir pedir perdão a Deus, Ele perdoa, mas cabe ao ladrão devolver o relógio e se reconciliar com a pessoa da qual roubou. Entendemos a sentença? Todo pecado gera uma sentença. Mas em tudo Jesus nos dá a graça para que com sua ajuda possamos colocar as coisas em ordem.

 

Assim vemos que a Salvação não é fruto de prática de lei, mas de fé naquele que nos pode salvar. Se a lei salvasse não precisaríamos de que o verbo se encarnasse, portanto toda a nossa vida é resgatada em Jesus nosso único salvador. E é pela fé que somos salvos. Mas para que isso aconteça temos que nos reconhecer necessitados de salvação isto é: sentirmos pecadores e impossibilitados de resolver esse problema por nossas próprias forças. Assim proclamamos Jesus nosso único Salvador, n’Ele temos uma vida nova. Por isso que aquela mulher que se achega a Jesus por trás e se coloca a beijar seus pés, chorar, lavar e perfumar recebe do Senhor o perdão e uma vida nova.

 

Jesus estava na casa de Simão, este era marido de Marta irmã de Maria e Lázaro estes vivia em Betânia. Maria era prostituta seu perfume era usado para suas conquistas noturnas, diante de Jesus ela toma uma decisão de mudar de vida e se abandona em Jesus. Importante, Jesus não cobra os seus pecados e nem se refere a eles, mas vê seu grande arrependimento, a ama e lhe dá o perdão e restitui a dignidade. É isso que Deus faz a cada um de nós. Ele está a todo o momento batendo na porta de nosso coração para nos amar e perdoar e nos restituir a vida que o pecado levou. Somente quem experimenta o amor misericordioso de Deus pode conhecê-lo, por que conhecer a Deus é experimentar, é conviver, é estar n’Ele e com Ele em todos os momentos de nossa vida e só o humilde pode experimentar esse amor. Simão admirava o Senhor o conhecia sabia de seus prodígios, mas somente Maria experimentou a Salvação. Por isso que na segunda leitura São Paulo nos diz: “Eu vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim”. Este é o grande problema de nosso tempo muitos conhecem a Jesus, mas nem todos se deixam ser conduzidos pelo Espírito a um pentecostes em suas vidas. Deseje este pentecostes, peça ao Senhor. Ele é o batizador no Espírito Santo.

 

Antonio ComDeus

 


 

 

11º DOMINGO Tempo Comum

 1ª Leitura – 2Sm 12,7-10.13

 O Senhor perdoou o teu pecado, de modo que não morrerás!

 

Salmo – Sl 31,1-2.5.7.11 (R.cf 5ad)

R.Eu confessei, afinal, meu pecado e perdoastes, Senhor, minha falta.

2ª Leitura – Gl2,16.19-21

Eu vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim.

 

Evangelho – Lc 7,36-8,3

Os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor.