Solenidade da Santíssima Trindade – Tempo Comum – Ano C – 2016

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Celebramos a festa da Santíssima Trindade, o maior dogma de nossa fé. O Pai se revela desde o Antigo Testamento como o criador de todas as coisas e como Pai no sentido amplo – como criador. Como toda revelação é um processo, o qual chamamos de “Economia da Salvação”, a SSma Trindade foi revelada definitivamente pela pessoa de Jesus Cristo. Certamente que vemos a manifestação da Trindade no Antigo Testamento como em Provérbios (primeira leitura), mas estavam ocultos aos olhos dos homens, pois estes ainda não estavam preparados para tal revelação. Quem nos revela a SSma Trindade é Jesus, que fala do Pai como Seu Pai – “Eu e o Pai somos um” (Jo 10,30); “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14, 9); “Meu Pai trabalha e Eu também”. E também revela o Espírito Santo – Vou para o Pai, mas deixarei a vós outro Paráclito o Espírito Santo (Jo 14, 26). 

Em Mateus Jesus nos dá uma ordem: Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. (Mt 28, 19). Assim, a revelação da Trindade coube a Jesus, que nos revela um Deus em três pessoas sendo cada uma um Deus por inteiro. Vejamos o Catecismo da Igreja Católica: A Trindade é Una. Não professamos três deuses, mas só Deus em três pessoas: ‘a Trindade consubstancial’. As pessoas divinas não dividem entre si a única divindade, mas cada uma delas é Deus por inteiro: “O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, O Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus por natureza”. “Cada uma das três pessoas é esta realidade, isto é, a substância, a essência ou a natureza divina”. As pessoas divinas são realmente distintas entre si. “Deus é único, mas não solitário”. “Pai”, “Filho”, “Espírito Santo” não são simplesmente nomes que designam modalidades do ser divino, pois são realmente distintos entre si: “Aquele que é o Pai não é o Filho, e aquele que é o Filho não é o Pai, nem o Espírito Santo é aquele que é o Pai ou o Filho”. São distintos entre si por suas relações de origem: “E o Pai que gera, o Filho que é gerado, o Espírito Santo que procede”. (CEC 253, 254).

Esta festa de hoje é a celebração do maior mistério de nossa fé. Devemos entender o mistério não como um absurdo ou simplesmente misterioso, mas como algo ininteligível, oculto aos nossos olhos, como foi muita coisa oculta no Antigo Testamento e revelado a nós. O mistério é algo que não compreendemos, mas sabemos que é mistério, pois foi revelado por Deus e assim é pura verdade. Afinal o Cristão vive pela fé. E somente pelo Espírito Santo podemos aceitar este mistério. “Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade”.

Sim, vivemos pela fé e com isso somos animados pelo Espírito Santo e convencidos por Ele, nossa alma se aquieta e nos tornamos testemunhas deste mistério. “A esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. Vivamos neste amor e nos deixemos levar por esse amor misericordioso de Deus em nós.

Antonio ComDeus

 

Solenidade da Santíssima Trindade – Tempo Comum

 

1ª Leitura – Pr 8,22-31

Antes que a terra fosse feita a
Sabedoria já tinha sido concebida.

 

Salmo – Sl 8,4-5.6-7.8-9 (R. 2a)

R. Ó Senhor nosso Deus, como é grande
vosso nome por todo o universo!

 

2ª Leitura – Rm 5,1-5

A Deus, por Cristo,
na caridade difundida pelo Espírito.

 

Evangelho – Jo 16,12-15

Tudo o que o Pai possui é meu. O Espírito Santo
receberá do que é meu e vo-lo anunciará.