Reflexão 2º Domingo Tempo Comum – Ano C – 2016

alt

Estamos refletindo sobre a vida pública de Jesus onde, com autoridade, ensina uma nova doutrina e realiza os milagres, as curas e expulsa demônios que, aliás, o reconhece e afirmam: “Que tens tu conosco, Jesus de Nazaré? Vieste perder-nos? Sei quem és: o Santo de Deus!” (Mc 1, 24). Não só reconhece como sabem que estão vencidos.

Mas um ponto importante é o que João nos apresenta no início de seu evangelho – As Bodas de Caná – Vamos penetrar em uma meditação que talvez seja uma novidade para você. Maria estava na festa e Jesus e os Apóstolos também foram convidados. O vinho veio a faltar e Maria interveio ao Filho e a partir daí aconteceu um milagre. Pois bem, vamos deixar o casamento em si com o milagre da transformação da água em vinho e vamos mergulhar no sentido mais profundo, a causa deste texto estar contido na Sagrada Escritura. Nada do que meditarmos está descartando o acontecimento em si, mas estamos buscando uma visão de Deus para este acontecimento, afinal a Sagrada Escritura é uma carta do Pai.

Notemos que neste evangelho Jesus chama sua Mãe de Mulher e não de Mãe. Por qual motivo? Vamos ver isso, entre outras verdades reveladas.

Esta festa de casamento na verdade é a presença do Verbo feito carne que veio habitar em nosso meio. A vinda de Jesus é uma festa de salvação para toda humanidade. Esta humanidade estava sobrevivendo de um vinho que estava ao fim, que é a doutrina do Antigo Testamento, um vinho velho que está acabando. Nesta festa da presença de Deus no mundo há uma pessoa que por ser perfeitíssima – “Cheia de Graça” – se torna a representante de toda a humanidade, por isso Jesus a chama de Mulher, seu papel aqui não é de Mãe do Salvador, mas de representante da humanidade decaída pelo pecado. Pois bem, foi o homem que pecou contra Deus e rompeu sua amizade com o Criador, cabe ao homem clamar a salvação, e este é o papel de Maria, ela é a única que pode clamar a salvação para a humanidade, por ser plena da graça.

A hora da salvação chega com o clamor dos homens, na pessoa de Maria, por isso que Jesus diz: “Minha hora ainda não chegou”. E o vinho novo acontece não tirado das parreiras antigas, mas da água, sinal de pureza e vida. Assim contemplamos a festa de Deus feito homem para que o homem se revestisse de Deus.

Essa presença não foi só um momento, um período da história, mas perpetua em todos os tempos ao ponto de nós, hoje, sermos banhados pelo mesmo vinho novo e como os Reis quando iam visitar seus súditos levavam presentes, recebemos de Deus um grande presente – O Espírito Santo – que nos adorna com os dons carismáticos e nos impulsiona a saborear as delicias do Céu mesmo com os pés na terra.

Vem Espírito Consolador e nos dê a beber deste vinho novo.

Antonio ComDeus

 

2º Domingo Tempo Comum – Ano C – 2016

 

1ª Leitura – Is 62,1-5

A noiva é a alegria do noivo.

 

Salmo – Sl 95,1-2a.2b-3.7-8a.9-10a.c (R. 1a.3b)

R.Cantai ao Senhor Deus um canto novo, manifestai os seus prodígios entre os povos!

 

2ª Leitura – 1Cor 12,4-11

Estas coisas as realiza um e o mesmo Espírito, que distribui a cada um conforme seu querer.

Evangelho – Jo 2,1-11

Jesus realizou este início dos sinais em Caná da Galiléia.