Reflexão 33º Domingo Tempo Comum – Ano B – 2015

alt

“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão”.

Estamos no final do tempo litúrgico e, neste período, meditamos sobre o fim, o tempo escatológico, isto é tudo o que se refere sobre a além-morte – céu, inferno, juízo, purgatório, parusia, ressurreição dos mortos, novos céus e nova terra – É tempo de reflexão ao sentido último de nossas vidas e da existência do plano material. Neste convite que nossa Igreja nos faz, não podemos nos omitir e esquivar-se desse tipo de meditação, afinal este será o nosso fim – o encontro definitivo com nosso criador e poder contemplá-lo face-a-face.

Daniel já nos faz revelações sobre o fim, isso no Antigo Testamento, Deus já se manifestava mostrando a direção da humanidade e “Mas os que tiverem sido sábios, brilharão como o firmamento”. Como anda nossa sabedoria? Como estamos direcionando nossas vidas? Será que nos colocamos no mundo como se estas verdades não fossem acontecer? Será que nossa fé se resume nas realidades presentes? Que fé é essa então? As realidades presentes não precisam de fé, já estão em ato. Fé é exatamente acreditar nas promessas de Deus e buscá-las como uma realidade vivida no hoje de nossa história, de algo que se projeta em tempos longínquos. “Fiducia christianorum resurrectio mortuorum; ilíam credentes, sumus – A confiança dos cristãos é a ressurreição dos mortos; crendo nela, somos cristãos”. (CEC 991, Tertuliano). 

Assim toda nossa vida de fé está apoiada no fim. É nossa esperança. Não uma esperança de dúvida, de algo possível, mas a certeza de alcançar algo que vemos e que estamos a caminho. Estamos na estrada de Jesus, Ele conquistou, para cada um de nós, pelo seu sangue derramado, a graça de entrarmos no Céu e contemplarmos a Deus, nosso criador. com esta única oferenda, levou à perfeição definitiva os que ele santifica”. Em Cristo somos mais que vencedores, não por que merecemos ou por que a vitória é nossa, mas por que, por Seu amor, nos deu uma nova condição e todo aquele que o aceitar como Salvador e Senhor se encontram no caminho do Senhor.

Jesus deixa claro o que está por vir, certamente que são visões em gênero literário apocalíptico, mas que nas imagens hiperbólicas se encontra as verdades da revelação. Verdades reveladas são: O mundo material irá passar, o mundo material não é eterno; Jesus virá em glória mostrando todo seu poder aos bons e maus; Haverá a separação dos bons e maus e cada um terá um destino compatível com o que fez em sua vida na terra; O dia em que isso irá acontecer cabe somente a Deus; e temos alguns sinais que irão preceder esse tempo.

Para nós, resta refletir em como estamos nos preparando para esse dia. Será que estamos indiferentes, como se isso não nos envolverá? Somos imunes a esses acontecimentos? Será simples metáfora, que não reflete a realidade? E se for uma verdade revelada por Jesus para nos prevenir dos tempos futuros? O que devemos fazer? Será que, se esse encontro se realizasse hoje, em que lado eu estaria e que lugar ocuparia na casa do Pai?

Temos que pensar em nosso fim, afinal é a única certeza que temos nesta vida. E o dia em que isto acontecer, estaremos como a noiva no dia de seu casamento, ansiosa, desejosa, aflita para que o encontro aconteça logo ou estaremos desesperados como um réu à espera de seu julgamento?

“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão”. “Mas os que tiverem sido sábios, brilharão como o firmamento”.

Antonio ComDeus

 

33º Domingo Tempo Comum – Ano B – 2015

 

1ª Leitura – Dn 12,1-3

Nesse tempo, teu povo será salvo.

 

Salmo – Sl 15,5.8.9-10.11 (R.1a)

R. Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

 

2ª Leitura – Hb 10,11-14.18

Com esta única oferenda, levou à perfeição definitiva os que ele santifica.

 

Evangelho – Mc 13,24-32

Ele reunirá os eleitos de Deus, de uma extremidade à outra da terra.