Reflexão 30º Domingo Tempo Comum – Ano B – 2015

alt“Filho de Davi, tem piedade de mim!”

Vemos no Evangelho esta afirmação – “Quando ouviu dizer…”.Na verdade quando que ouvimos dizer que Jesus estava passando? Como foi a forma que Jesus nos foi anunciado? Qual foi a nossa reação? Será que em nossa vida o anúncio de Jesus foi tão fraco que não houve uma reação radical em nossa vida? Será que acostumamos ouvir falar de Jesus que nada de diferente aconteceu em nossa vida?

Veja bem! Alguém anunciou ao cego que Jesus estava passando, ao receber o anúncio não teve dúvidas começou a gritar, esbravejar, sem se preocupar com quem estava por ali e como poderia se dar o encontro dele com o Mestre, “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!”Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!”, em sua insistência Jesus lhe deu atenção e disse a outros que estavam ali: “Chamai-o”. Você sabe a quem foi que Jesus pediu para te chamar a ir até Ele? Quem foi o canal de sua chegada a Jesus? E sua atitude foi como a do cego? “jogou o manto, deu um pulo”. Jogar o manto é se lançar da vida velha, joga tudo fora, nada mais tem valor, achou à pérola preciosa, tudo na vida se tornou resto, nada mais importa a não ser Jesus – o Senhor – Foi assim nossa atitude em nosso encontro com Jesus?

Muito importante foi à atitude de Jesus – “O que queres que eu te faça?”. Mas não era óbvio que o homem era cego? Por que razão Jesus ainda pergunta? Mas como Jesus iria ter certeza de qual necessidade aquele homem queria que fosse suprida? Muitas vezes as pessoas têm problemas e até recorrem a Jesus para solucioná-los, mas no fundo gostam daquele problema, pois lhe garante atenção, solidariedade, piedade, compaixão e isso, para muitas pessoas, são como válvulas que supri seu interior. Assim Jesus sempre espera que mostremos o nosso problema e a intensidade que queremos resolvê-lo. Acontece com o Filho pródigo que o pai espera o filho falar de suas intenções, acontece com várias situações de cura que Jesus pergunta antes de realizar a cura ou libertação. E o mais importante e maior pedido foi nas Bodas de Caná quando Maria representando toda a humanidade pede o “Vinho Novo”, que é a nossa Salvação, e Jesus lhe diz: “Mulher (por que ela estava representando a humanidade) não chegou minha hora”. Mas como é um pedido da humanidade na pessoa de Maria, Jesus realiza a salvação com seu vinho novo, seu sangue redentor.

Diante dessa conversa de Jesus com o Bartimeu, Jesus devolve a ele a realização de seu pedido: “Vai, a tua fé te curou”. Ou, seja feito conforme a sua fé. É pela fé que o Senhor realiza tudo em nossa vida. E fé não é somente crer. O Demônio também crê. Fé é adesão à pessoa, a sua proposta, a sua vida e ser um com Ele. Por isso que depois da cura, o Bartimeu, seguia Jesus pelo “Seu” caminho. Não é mais o caminho do cego, não é mais a sua vida que conta, não é mais sua mendicância, tudo ficou para trás e assumiu uma nova vida, em uma nova estrada – a estrada de Jesus.

Se o nosso encontrou com Jesus não transformou “tudo” em nós, então estamos na periferia do encontro e a nossa vida ainda é de um cego que nada vê e pensa que está realizado. É uma pena!

E a oração mais perfeita é a realizada pelo Bartimeu: “Filho de Davi, tem piedade de mim!”. Oremos sempre: “Filho de Davi, tem piedade de mim!”.

Antonio ComDeus

 

30º Domingo Tempo Comum – Ano B – 2015

 

1ª Leitura – Jr 31,7-9

Os cegos e aleijados, suplicantes, eu os receberei.

 

Salmo – Sl 125,1-2ab.2cd-3.4-5.6 (R. 3)

R. Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria!

 

2ª Leitura – Hb 5,1-6

Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec.

 

Evangelho – Mc 10,46-52

Senhor, que eu veja!