Reflexão 27º Domingo Tempo Comum – Ano B – 2015

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Estamos no mês da missão e neste primeiro domingo a Igreja nos leva a refletir sobre o papel do homem e da mulher no projeto de Deus. Deus criou o homem e a mulher dentro de um projeto bem arquitetado e não podemos conceber que a coabitação e a geração de filhos seja algo natural com fruto da natureza criada. Houve um projeto, uma vontade divina que criou o ser humano com uma capacidade de se assemelhar a Deus até a geração de um ser semelhante a ele. Não podemos nos comparar aos animais que, instintivamente e necessariamente, têm que acasalar e ter seus filhotes. Ao homem Deus deu uma vocação, uma missão, que é fruto de um chamado e não uma necessidade biológica.

Fomos criados semelhantes a Deus não só na inteligência e vontade, como também foram os Anjos, mas nos deu a semelhança de gerarmos um ser da mesma natureza e perpetuar nossa espécie. Isso faz do homem um ser chamado a se aproximar de seu Criador e se fazer UM com Ele. Assim “o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne”. Há aqui uma complementaridade: o homem sozinho nada pode fazer, sua espécie acaba. A mulher sozinha também. Um foi feito para o outro para que o projeto divino se realize. Deus também não irá criar um ser do nada, pois Ele já determinou como as coisas teriam que acontecer. A pessoa humana tem nas mãos uma responsabilidade e um compromisso que só podem ser executado em comunhão. Ai está outra verdade da criação – o ser humano foi criado para viver em comunhão como o criador.

Certamente que o Mal, inimigo de Deus e dos Homens, irá, de todas as formas, buscar a destruição deste projeto, desfigurando e afastando o ser humano deste ideal divino. É o que vemos em nossa sociedade: a vulgarização da sexualidade, a homossexualidade, o lesbianismo, a marcha contra a família e a destruição do casamento. Aquilo de mais honroso, de maior poder que Deus deu ao ser humano é onde o Demônio mais ataca e destrói. Temos que acordar e transformar essa situação, mas como? Realmente não é fácil, mas não é impossível! Pode ser uma utopia, mas quanto mais nos aproximarmos de Deus em nossa vida pessoal, na oração, na formação, na espiritualidade e buscarmos uma vida de comunhão com pessoas que tenham o mesmo ideal e junto formarmos uma comunidade de luta, de irmandade, de princípios evangélicos, poderemos viver o projeto de Deus.

O pecado destruiu o Ser e o desfigurou. Mas o Batismo nos traz de volta uma condição que nossos primeiros pais perderam. Hoje, com a Vida no Espírito, podemos recuperar a nossa integridade, impassibilidade e a ciência moral infusa. Então, não deixe pra depois, forme comunhão! “Uma andorinha não faz verão”, e não fomos criados para vivermos no individualismo, indiferentes, egoístas, egocêntricos… isso mais ainda desfigura o ser.

Somos a imagem de Deus até podermos ser UM (homem e mulher), como o Pai, o Filho e o Espirito Santo é UM. Igual ao Pai que gerou o Filho da mesma natureza que o Pai, O Homem e a Mulher geram um Filho da mesma natureza que eles. O Pai, Filho e Espírito Santo vivem numa comunhão perfeita em que, sendo três, são um só Deus em Natureza. O Homem e a Mulher, sendo dois, se tornam uma só carne em sua natureza, comunhão na busca da perfeição.

Vejo que não sabemos bem o que somos, por isso não damos valor.

Que pena!

Antonio ComDeus

 

Reflexão 27º Domingo Tempo Comum – Ano B – 2015

 

1ª Leitura – Gn 2,18-24

E eles serão uma só carne.

 

Salmo – Sl 127,1-2.3.4-5.6 (R. cf. 5)

R.O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida.


2ª Leitura – Hb 2,9-11
O que Deus uniu, o homem não separe!

 

Tanto o Santificador, quanto os santificados descendem do mesmo ancestral.

 

Evangelho – Mc 10,2-16