Reflexão 23º Domingo Tempo Comum – Ano B – 2015

altSomos o Corpo de Cristo

Olhando para a primeira leitura podemos até nos perguntar – O profeta está se referindo a vinda de Jesus ou ao fim dos tempos? Ou, para sermos mais ponderados, refere-se à vinda de Jesus e também ao fim dos tempos? Certamente que o Profeta esta indicando a ação de Deus na história, tanto em sua época como no processo da manifestação de Deus na história dos homens. Deus quer realizar sua obra e para isso dá pistas, aos homens, para que se preparem e veja sua manifestação no tempo aonde as pessoas vão construindo sua história conforme suas livres ações. A maior sabedoria que podemos obter é ver a ação de Deus em nosso tempo para que possamos corresponder com nossos atos livres cooperando, com o Criador, na construção de seu projeto no mundo em que vivemos.

Somos o Corpo de Cristo e é neste corpo que Jesus quer realizar a continuidade de sua missão, neste sentido não só somos chamados a viver as manifestações das graças dispensadas pelo Senhor como também sermos parte destas graças vivida no poder das manifestações de Deus no seio da Igreja.

A Igreja sendo Corpo de Cristo cada um de nós somos seus membros e formamos “um com Cristo” ao ponto de que aquilo que é Cristo sejamos nós também. Assim nos fala Orígenes:

“Jesus não quer, sem ti, receber a sua glória total; Ele não o quer sem o seu povo, que é o seu Corpo e que é os seus membros. Com efeito, Ele quer, nesse Corpo da igreja e nesses membros de seu povo, habitar como se fosse à alma respectiva, para que todos os movimentos e todas as obras se façam segundo a sua vontade. Assim se cumprirá em nós a palavra do profeta: ‘habitarei neles e caminharei entre eles’. (Lv 26,11s)…Somos seus membros de maneira ainda incompleta e seus ossos de maneira também incompleta.Outrora cada um desses ossos era miserável, esmagado pela mão de um mais forte. Não tinha a articulação da caridade nem os nervos da paciência nem as veias dos espíritos vitais, nem o vigor da fé. Mas quando veio aquele que devia reunir o que estava disperso e congregar o que estava disseminado, unindo osso a osso e a articulação, Ele começou a construir o Santo Corpo da Igreja”. (In Leviticum hom. VII 2 pg 12,481s).

É nesta Igreja que seremos os protagonistas de um mundo novo – O Reino de Deus. Por isso não podemos aceitar nenhuma acepção de pessoas e buscarmos, sempre, em sermos um só corpo para que Jesus seja tudo em nós e neste processo seu poder deve ser manifestado em curas, milagres, conversões, tempos fortes de evangelização, pregação com parresia (audácia). Enfim a Sua Igreja deve ser a transformadora de uma sociedade corrompida pelos vícios do pecado e os filhos de Deus, renascido pelo Espírito, serem os manifestadores de Seu poder.

Então “A terra árida se transformará em lago, e a região sedenta, em fontes d’água”. Não haverá mais sede de amor, de caridade, de paz, de comunhão, de vida partilhada. Pois o Senhor será tudo em todos.

Que Jesus coloque os dedos em seus lábios de diga: “Efatá!”, para que toda surdez espiritual saia de sua vida e que possas ouvir o clamor de Deus para o hoje de nossa história.

Afinal, qual é o clamor de Deus para o nosso tempo? É só ouvir o clamor da Igreja. O que o Papa está nos pedindo?

Antonio ComDeus

 

23º Domingo Tempo Comum

1ª Leitura – Is 35,4-7ª

Os ouvidos dos surdos se abrirão e a boca do mudo gritará de alegria.

Salmo – Sl 145,7.8-9a.9bc-10 (R.1.2a)

R. Bendize, ó minha alma ao Senhor. Bendirei ao Senhor toda a vida!

2ª Leitura – Tg 2,1-5

Não escolheu Deus os pobres deste mundo para serem herdeiros do Reino?

 

Evangelho – Mc 7,31-37

Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar.