Reflexão 22º Domingo Tempo Comum – Ano B – 2015

altA caridade é o caminho da santidade.

Jesus critica os Mestres da lei e Fariseus sobre os costumes que tanto amordaçaram seu povo e impediam de viver a caridade ao próximo. Eram costumes impostos pelas autoridades que traziam mais prejuízo do que vida partilhada, na verdade criava uma casta de pessoas que discriminavam as outras que tentavam se manter dentro dos limites estabelecidos, mas sempre em vão. Paulo mesmo passa por essa situação quando diz: “não faço o bem que quero e faço o mal que não quero”, pois a lei não dava liberdade a fazer o certo. Por isso que ele coloca –“a religião pura e sem mancha diante de Deus Pai, é esta: assistir os órfãos e as viúvas em suas tribulações e não se deixar contaminar pelo mundo”. Isso é uma verdade o mundo sempre busca contaminar a sociedade com modismos, modas, formas de se expressar, gírias, coloca a pessoa dentro de proibições, limites em que se tornam escravos de uma sociedade que consome as pessoas ditando regras a serem seguidas.

É bom esclarecer que os Apóstolos não comiam com as mãos sujas, eles tinham higiene igual às pessoas de sua época, a questão é realizar um rito de purificação das mãos e do corpo, entre outras coisas, que faziam parte de suas tradições. Estavam presos na questão do “puro e impuro” e com mais de seiscentas leis que ditava se estava puro ou não, e quando estavam impuros tinham que ir ao templo pagar um sacrifício para se purificar. Isso na sociedade era um caos, imagine! Não podiam tocar em sangue. É o caso da parábola do Samaritano – que passa um Levita e um Sacerdote e não toca na pessoa ferida, pois estava presa a lei, mas o Samaritano que não era submisso à lei ajuda o homem ferido. Mas também era o caso das mulheres com a menstruação em que, todos os meses, estavam impuras e caso o marido ou outra pessoa sentasse onde uma mulher menstruada sentou também estavam impuros. E assim a lei trazia muito transtorno e em nada elevava as pessoas ao amor e a solidariedade.Mas o mais importante não faziam – o amor ao próximo e a caridade fraterna – é nesse sentido que Jesus está chamando a atenção. “O que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior.” “más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo”. Não adianta criarmos uma religião de tradições e que nos afaste do amor ao próximo e muito mais se não mudamos de vida abandonando o homem velho com suas concupiscências e abraçando a Deus na pessoa do irmão sofrido, pobre, desprezado, à margem da sociedade.

Nada está acima da caridade, nada substitui a caridade, nada pode impedir a pessoa de amar o próximo como Jesus nos amou.

A caridade é o caminho da santidade.

 

Antonio ComDeus

 

22º Domingo Tempo Comum – Ano B – 2015

 

1ª Leitura – Dt 4,1-2.6-8

Nada acrescenteis, à palavra que vos digo, mas guardai os mandamentos do Senhor.

 

Salmo – Sl 14,2-3ab.3cd-4ab.5 (R. 1a)

R. Senhor, quem morará em vossa casa e no vosso monte santo, habitará?

2ª Leitura – Tg 1,17-18.21b-22.27

Sede praticantes da Palavra.

 

Evangelho – Mc 7,1-8.14-15.21-23

Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens.