Reflexão 14º Domingo Tempo Comum – Ano B – 2015

alt“Basta-te a minha graça”.

Essa é a Palavra de Deus a Paulo que depois de ter passado por uma grande experiência com o Senhor: “Conheço um homem, em Cristo, que há catorze anos que foi arrebatado até o terceiro céu. Se foi no corpo, não sei. Se fora do corpo, também não sei, Deus o sabe… Foi arrebatado ao paraíso e lá ouviu palavras inefáveis, que não é permitido a um homem repetir”. (2Cor 12, 2-4). Depois dessa experiência, recebeu de Deus um espinho na carne que o acompanhou durante sua vida para que não esquecesse quem era o seu Senhor e não viesse a tirar vantagens em sua missão apostólica. Deus cuida muito bem dos seus e não permite que por causa de uma experiência com Ele o servo se sinta maior que seu Senhor.

Assim vemos na vida de Paulo, mas também podemos perceber isso em nossas vidas. Muitas vezes sentimos a realização de Deus em nós por uma graça recebida ou por algo que nos protegeu ou por outra coisa onde fomos recobertos com a graça ou por meio de nós aconteceu algo de bom na vida de uma pessoa. E muitas vezes sentimos que foi por nossos méritos, sentimos um pouquinho de vanglória, nos enaltecemos e fazemos questão de contar aos outros para que sintam que somos especiais a Deus e de certa maneira nos mostramos melhor que os outros. Quando isso acontece Deus permite “uns probleminhas”em nossa vida para que baixemos a “bola” e vejamos bem o nosso lugar. O pior! Nem sempre damos conta de que recebemos algo para que percebamos quem realmente nós somos e que é Deus em sua misericórdia que realiza o seu poder através de seus filhos para que todos possam de uma forma ou outra, participar de seu amor.

De outro lado é importante meditarmos o contrário, como aconteceu no Evangelho. Jesus volta a sua terra, quer levar a eles o mesmo que estava realizando em outros lugares e deparou com a dureza de seus corações somente porque era conhecido e não pode realizar ali muitos sinais. Um problema é quando queremos aparecer o outro é quando as pessoas não acreditam em nós. Por causa da aproximidade com os de sua terra, Jesus não foi aceito como profeta. Bem! Assim também acontece conosco, principalmente quando passamos por uma experiência com Deus e mudamos o nosso comportamento, mudamos o jeito de viver a vida, nos aproximamos de Deus, da Igreja, da comunidade é o suficiente para sermos alvo de chacota e de desconfiança, principalmente dos parentes e dos amigos mais chegados. Com Jesus foi assim, quem somos nós para querer diferente. Devemos ter essa consciência e enfrentar a situação como algo favorável ao nosso crescimento, mesmo que durem uns bons anos.

A lógica de Deus é diferente da lógica humana. Devemos começar a aprender pensar como Deus, pedir ao Espírito Santo que nos instrua a ver as coisas como Deus vê assim sofreremos menos e nos conformaremos mais ao nosso caminho de santidade. Vejamos Paulo: “Eis porque eu me comprazo nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor a Cristo. Pois, quando eu me sinto fraco, é então que sou forte”. Não devamos deixar de perceber que são – sofridas por amor a Cristo – e não por vaidades humanas. Desta forma iremos ver que tudo é graça e que nada acontece por acaso e sim por um plano bem arquitetado de Deus que nos prepara para um dia chegarmos ao Céu como homens perfeitos e não como crianças ao sabor dos prazeres da vida.

Jesus foi rejeitado em sua terra, o profeta foi rejeitado em sua profecia, mas é Deus quem sustenta um e outro e faz seus planos realizarem e confundem os homens no rebaixamento dos seus escolhidos.

E ficaram escandalizados por causa dele. Que pena que até hoje muitos não entendem Jesus.

Antonio ComDeus

 

14º Domingo Tempo Comum – Ano B – 2015

 

1ª Leitura – Ez 2,2-5

São um bando de rebeldes, e ficarão sabendo que houve entre eles um profeta.

 

Salmo – Sl 122,1-2a.2bcd.3-4 (R. 2cd)

R. Os nossos olhos estão fitos no Senhor.

 

2ª Leitura – 2Cor 12,7-10

Gloriar-me-ei das minhas fraquezas, para que a força de Cristo habite em mim.

 

Evangelho – Mc 6,1-6

Um profeta só não é estimado em sua pátria.