Reflexão 6º Domingo do Tempo Comum Ano B – 2015

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Estamos próximo à quaresma e neste fim de semana temos a oportunidade de nos prepararmos em quatro dias de festa para nos colocarmos em quarenta dias de penitência, reflexão, silêncio em comunhão com Cristo em suas dores – Paixão e morte – seu sacrifício que nos trouxe a salvação. Certamente que estes dias de festa foi, durante os séculos, tomando outra dimensão e fugindo do propósito original que é uma festa em preparação aos quarenta dias de penitência. Mas para muitos Católicos estes dias é de retiro espiritual buscando maior intimidade com Deus, o que é muito saudável.

Mas, vamos nos ater em nossa liturgia. Como vemos na carta aos Levíticos, a questão da lepra, onde Deus dá orientação sobre como agir com uma pessoa contaminada. Estamos diante da Lei do Puro e Impuro. A princípio é normas dadas por Deus que em sua maioria está destinada a questão de higiene. Mediante as leis sanitárias e dietéticas, e os regulamentos sobre a Teologia Moral e sexual, proveram-se lhes proteção contra doenças”. (wikipedia). Certamente que diante dessas leis muitas outras foram criadas por conta do próprio povo o que gerou um grande poder dos sacerdotes,colocando um fardo pesado (Mt 11, 28) e leis impossíveis de serem seguidas ao ponto do Apóstolo Paulo dizer:Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero”. (Rm 7, 19). Não é muito diferente de nossos temos, pois muitas vezes usamos, mesmo que inconsciente: “faça o que eu mando e guarde o que você sabe”, talvez nãousamos como uma lei, mas com a força do poder em querer ser maior que os outros. 

Diante disso temos que aprender com Paulo – viver na humildade – procurando agradar a todos e ser para o outro um sinal de amor de Deus. Como é difícil para nós, principalmente para mim, poder dizer como Paulo: “Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo”.Mas não deveria ser assim? Nós nos entregamos a Cristo e dizemos que Ele é o Senhor de nossas vidas, então logicamente deveríamos fazer tudo como Cristo faria? Ai dá para medirmos o quanto Jesus é Senhor, por que na maioria das vezes nós o temos como tábua de proteção. Quando precisamos recorremos. Quando estamos em apuros pedimos socorro. Quando estamos com dor, doenças, sofrimentos queremos o balsamo de seu amor curador. Puxa! Na maioria, somos mesquinhos, calculistas e buscamos nossos próprios interesses. E pior, ou melhor, Deus nos socorre por que nos conhece e sabe que nada somos. Esse é verdadeiramente Amor. Faz tudo sabendo que nada podemos retribuir. O que nós podemos fazer é contar as maravilhas de Deus a todos, pelos quatro cantos da terra, gritar e fazer o maior barulho publicando o Amor de Deus e como Ele é maravilhoso que socorre nossa pequenez.

Jesus cura o leproso – veja bem até hoje não existe cura para a lepra, mas com medicamento paralisa a doença – e ordena ao leproso que não diga a ninguém, isto é impossível. Jesus deu uma ordem sabendo que não seria obedecida. Imagina receber um milagre e ficar calado, seria uma morte não poder proclamar as maravilhas de Deus. Assim entendemos os mártires que sofrem todo tipo de martírio, mas não podem deixar de falar do Amor. Celebramos esta semana São Paulo Miki e seus 26 companheiros, os primeiros mártires do Japão, todos crucificados entre eles três garotos de onze, doze e treze anos e um deles gritava: “Amem Jesus e Maria”, e não parava de gritar até a morte. Neste período a Igreja Católica foi expulsa do Japão, mas foi dada aos católicos uma informação: “quando vocês virem homens celibatários, a imagem de Nossa Senhora e a obediência ao Papa é que a igreja votou”. E depois de duzentos e cinquenta anos a Igreja votou ao Japão e havia uma comunidade de católicos rezando o terço.

Jesus não nos peça para não falarmos de seu amor, mesmo que isso cause perseguição a nós e fira sua pessoa em nossa pessoa.

Totustus Jesus.

Antonio ComDeus


6º Domingo Tempo Comum

 

1ª Leitura – Lv 13,1-2.44-46

O leproso deve ficar isolado e morar fora do acampamento

 

Salmo – Sl 31,1-2.5.11 (R.7)

R. Sois, Senhor, para mim, alegria e refúgio.


2ª Leitura – 1Cor 10,31-11,1

Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo.

 

Evangelho – Mc 1,40-45

A lepra desapareceu e o homem ficou curado.