Reflexão 4º Domingo do Tempo Comum Ano B – 2015

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Jesus ensinava como quem tem autoridade. 

Na primeira leitura vemos Moisés, como sempre passando apertado com “esse povo de cabeça dura” sempre insatisfeitos com tudo o que Deus realiza. Deus então promete, mais uma vez, que enviaria um profeta que faria a diferença e que deveria ser sempre ouvido. Apesar de que Deus, desde o pecado de nossos primeiros pais, tem falado que a Salvação iria acontecer. Mas no decorrer do tempo o povo sempre causa problemas, pois quer que Deus faça “já” o que prometeu. Parece que este povo não tem paciência e muito menos confia no Senhor, não sabem esperar. Mas será que nós também não somos assim? Queremos tudo pra ontem. Pedimos uma graça e já a queremos em ação. Afinal confiamos em quem? Em Deus que tudo sabe e sabe o momento certo em que estamos preparados para receber a graça ou em nossas mazelas que queremos porque queremos. 

Parece que não existe muita diferença do povo de Israel e nós e com uma agravante – hoje somos templos do Espírito Santo pelo Batismo. Mas afinal o que Ele representa em nós? Damos a devida atenção ao Espírito Santo ou queremos sempre estar no timão de nossa vida e sempre determinando o que é melhor pra nós? Talvez por isso que as coisas não correm sempre bem. E muitas vezes queremos Deus em nossa vida por que Ele pode nos favorecer com seus “Bens”, afinal Ele é poderoso, criador e faz até o impossível, estar ao seu lado é uma sabedoria. Que pena! Jesus nos chama de “amigos” (Jo 15, 15) e quer uma relação de amizade, de intimidade entre duas pessoas que se amam por se darem a conhecer e de permanecerem juntos. Talvez não tenhamos entendido a razão da criação: Deus nos fez a Sua imagem e semelhança para que pudéssemos, em sua semelhança, ir crescendo na intimidade e penetrando em sua divindade até ao ponto de sermos um com Ele. Ao ponto de não se distinguir um e outro. Uma profunda comunhão que ao chegar a este ponto nada mais seria importante, por isso que Paulo nos fala: “Na verdade, julgo como perda todas as coisas, em comparação com esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor. Por ele tudo desprezei e tenho em conta de esterco, a fim de ganhar Cristo”. (Fil 3, 8).

Fazendo parte desta vida temos nossa função na participação da Glória de Deus que deve ser manifestada no mundo através de nós, suas testemunhas no amor, assim, como nos fala a segunda leitura cada um tem sua vocação e não devemos omitir nosso compromisso com o Senhor. Pense em sua vocação, será que está fazendo tudo o que pode para implantar o Reino ou está levando uma religiosidade “light”, com práticas religiosas que afagam a consciência. Que amizade é essa que temos com o Senhor? Temos que saber que até os demônios sabem que Jesus é Deus, então não basta saber quem é Jesus, mas temos que assumir esta autoridade de Jesus em nossas vidas e obedecê-lo acima de tudo principalmente acima de nossas vontades afinal:“Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua”. (Lc 22, 42).

Será que estamos dispostos de dar toda a nossa vida ao Senhor e de seguir sua Palavra ou nos colocamos em lugar de conforto, de segurança e só depois colocamos nossa vida no Senhor? Vamos sair de cima do muro? Afinal como queremos chegar à casa do Pai? Como imaginamos este encontro? Toda nossa vida só terá sentido se for uma constante preparação para este momento – Ver a face de nosso criador, falar com Ele cara-a-cara como dois amigos, íntimos, maduros que trocam experiências de amor por toda eternidade… Feliz.

“Coragem Eu venci o mundo”. (Jo 16,33)

 

Antonio ComDeus

 

 

4º Domingo do Tempo Comum

 

1ª Leitura – Dt 18,15-20

Farei surgir um profeta e porei em sua boca as minhas palavras.

 

Salmo – Sl 94,1-2.6-7.8-9 (R. 8)

R. Não fecheis o coração, ouví, hoje, a voz de Deus!


2ª Leitura – 1Cor 7,32-35

 

A jovem solteira se ocupa com as coisas do Senhor, para ser santa.

 

Evangelho – Mc 1,21-28

Ensinava como quem tem autoridade.