Reflexão 16º Domingo Tempo Comum – 2014

altDe que lado, estaremos? Joio ou Trigo?

“A teus filhos deste a confortadora esperança de que concedes o perdão aos pecadores”. Nosso Deus é Misericórdia infinita e trata a cada um de nós não pela justiça senão pelo Amor. Somos criados diferentemente dos Anjos, estes são criados prontos e acabados e desta forma conhecem toda a verdade e estão prontos a servir a Deus de forma plena em uma relação pessoal com o Criador. Em nosso caso somos criados “potencialmente capaz de ser” e que durante toda a nossa vida vamos descobrindo e atualizando o que verdadeiramente recebemos do criador no momento de nossa concepção (momento que fomos criados). Assim experimentamos mais em nossa vida a ação misericordiosa de Deus que sua justiça, não que a Justiça não se faça presente, mas que recebemos de Deus uma porção muito maior de sua Misericórdia.

Assim desde nossa concepção somos cercados do amor misericordioso de Deus que, durante toda a nossa vida, irá se empenhar para que O conheçamos e para que façamos nossa opção por Ele e assim irá nos conduzir pelo caminho da santidade até chegarmos à estatura de homem (mulher) perfeitos. Neste caminhar recebemos o Espírito Santo como Mestre de nossas almas que irá nos educar, formar, preparar para o grande encontro com o criador. Este Espírito vem em socorro de nossa fraqueza por que não somos capazes de nos colocar na presença de Deus, pois não somos santos como Deus é Santo e nenhum de nós teria alguma possibilidade de se aproximar d’Ele. Somente Deus pode falar com Deus, assim o Espírito se rebaixou e veio morar em nós para que Ele e somente Ele possa nos levar a uma comunhão com Deus Trino.

Assim o Reino dos Céus é iniciado. De forma singular como a semente de mostarda que mesmo sendo pequena é fomentada pelo Espírito a tal ponto de ser uma grande hortaliça, Mas também como o fermento que, é a Palavra de Deus, foi semeada no meio do mundo de forma tão simples e aparentemente fracassada por um homem que morreu na cruz e vai levedando toda a massa ao ponto que derrubou o Império Romano pelo testemunho dos renascidos no Espírito.

Sim temos o joio em nosso meio. Deus não retirou o mal do mundo, ainda, para que nossa opção por Ele fosse livre e decidida, por hora convivemos com o joio ou até certas horas somos joio e outra trigo, pelos pecados que cometemos que nos afasta da graça, mas para o coração reto e sincero o Espírito vem derramar a graça da mudança e conversão.

E como nos fala a Palavra “Quem tem ouvidos que ouça” necessitamos de uma boa reflexão em nosso caminho para vermos em qual lado permanecemos mais e que fermento somos e, se Deus colocou em nossa vida uma semente de mostarda não é para ficarmos a margem da luta na implantação do Reino, mas que, mesmo que seja uma pequena semente, podemos cultivá-la e desenvolve-la ao ponto de fazermos grandes coisas pelo reino em construção.

E hoje o material que mais precisamos na construção do Reino de Deus é o testemunho radical pelo Evangelho. Temos muitos católicos fracos, mornos que não servem pra nada. Não tem vida de oração, buscam a Deus por necessidade de bens, muitos por medo do inferno rezam, confessam e fazem praticas religiosas paliativas para que se mantenham “numa boa diante de Deus”. Muitos só “lembram-se de Santa Barbara quando trovejam”, e assim nossa Igreja vai definhando pelos maus crentes por não terem nenhum “temor” por Deus.

“O Dom do Temor é um hábito sobrenatural pelo qual o justo, sob a ação do Espírito Santo, adquire docilidade especial para submeter-se plenamente àreverênciadivinapor excelência emajestade de Deus, que pode lhe inflingir um mal”. (Teologia de la perfección cristiana).

“Quando o fliho do homem vier haverá fé sobre a terra?” (Lc 18, 8). O Joio será separado do Trigo e será queimado… Onde queremos estar?

 

Antonio ComDeus

 

 

16º Domingo Tempo Comum 2014

1ª Leitura – Sb 12,13.16-19

 

Salmo – Sl 85,5-6.9-10.15-16a (R. 5a)

R. Ao Senhor, vós sois bom, sois clemente e fiel!

2ª Leitura – Rm 8,26-27

O Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis.

 

Evangelho – Mt 13,24-43

Deixai crescer um e outro até a colheita.