2º Domingo da Páscoa

altFeliz Páscoa! Sim somos as mais privilegiadas criaturas de todo universo, o Senhor Ressuscitou, Aleluia! Certamente que a páscoa (passagem) sempre é um período de mudança, de transformação que gera alegrias e conflitos, não tem como evitar essas contrariedades, mas sempre é para melhor e a experiência que é provocada pela passagem é sempre uma comunhão com o Senhor que salva.

Vemos na primeira leitura a comunidade cristã participando destas alegrias em comunhão que leva a comunidade a saborear o benefício de Cristo ressuscitado. “Perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna na fração do pão e nas orações”. Esses aspectos é o que faz uma comunidade eclesial. Primeiro – perseverança – É nela que os cristãos mostram quem é seu Senhor, pois na comunidade se encontram toda diversidade e todos os limites se defrontam uns com os outros, mas é a disposição de viver com o diferente e um ajudar o outro a ser melhor que nos faz ser Cristãos. Mas a comunidade somente manterá na firmeza se: – Estiver nos ensinamentos da Igreja (Apóstolos); 

Na comunhão fraterna – não faltar nada aos irmãos, uma comunidade caritativa; Fração do Pão – se toda comunidade, mesmo em suas diferenças, estiverem em volta do altar recebendo o Senhor da Vida em um só coração e uma só alma; Nas Orações – esta comunidade que se reuni para rezar e partilhar a Palavra, uma comunidade orante é a força de vencer o mal e as diferenças, somente o Espírito Santo pode gerar filhos para Deus em comunhão de amar, perdoar e servir.

Mas nossa caminhada com o Senhor é marcada pela diversidade, pelos contratempos, pelos pecados que nos perseguem e tentam a todo custo a nos desfigurar. São Paulo nos fala que tinha um anjo de Satanás para me esbofetear e me livrar do perigo da vaidade”. (II Cor 12, 7). Assim todos nós temos algo de muito caro a lutar constantemente e que devemos nos desdobrar e mergulhar no abandono de si mesmo para encontrar a graça que muitas vezes escapa pelos nossos atos deliberados e inconsequentes é o que nos fala São Pedro – “seja
necessário que agora fiqueis por algum tempo aflitos,por causa de várias provações”
. Assim “a vossa fé será provada como sendo verdadeira – mais preciosa que o ouro perecível,que é provado no fogo -e alcançará louvor, honra e glória no dia da manifestação de Jesus Cristo.Sem ter visto o Senhor, vós o amais.Sem o ver ainda, nele acreditais.Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa,pois obtereis aquilo em que acreditais:a vossa salvação”. Verdadeiramente nossa vida em Deus é pela “FÉ”, somente pela fé que nos aproximamos de Deus e saboreamos seus benefícios, desça do pedestal do orgulho, vaidade, ambição exagerada, prazeres mundanos, ciúmes, mesquinharias, julgamentos, busca de levar vantagens sobre as pessoas, enfim, que nada possa interferir e sim proporcionar nossa aproximação ao Senhor que pode nos salvar.

Assim, olhando para o evangelho, vemos o maior Dom dado pelo Senhor a sua Igreja – “soprou sobre eles e disse: ‘Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos’”. Sim, este é o maior Dom de nossa Igreja – Manifestar a Misericórdia de Deus – É uma igreja do perdão. E veja bem. O que seria de nós se não tivéssemos um sinal claro, palpável (sacramento) que se não fosse: “Os teus pecados estão perdoados”. Puxa! Era o maior problema de Paulo e de todas as pessoas sérias do A.T. – O que fazer com o pecado? Como livrar-nos dele? Cair na justiça de Deus? Paulo esta em conflito “Não faço o bem que quero e faço o mal que não quero”, conflito que não tinha solução, mas ele recebeu a graça e ai diz: “Jesus tira o pecado do mundo”. Somente Deus pode perdoar o pecado e isto Jesus trouxe para nós e deixou nas mãos da Igreja para que fizesse chegar até nós de forma clara e sem dúvidas: “Eu te perdoo de todos os seus pecados em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

Vemos também no evangelho a participação de Tomé, muitos colocam que Tomé é o homem sem fé, mas Tomé é o que representa a cada um de nós, os outros Apóstolos haviam passado por uma experiência e Tomé não. Aí vem dúvidas, como a nós, mas quando passamos por uma experiência de Deus, em um retiro, por exemplo, ficamos empolgados e dizemos a todos o que Jesus fez em nossa vida e as pessoas não acreditam e dizem que estamos loucos, assim aconteceu com Tomé, mas Tomé fez uma profissão de fé que até então ninguém havia feito: “Meu Senhor e meu Deus”, a experiência de Tomé o levou a reconhecer que Jesus é Deus, uma novidade para a comunidade nascente.

Que neste dia da Misericórdia, proclamado pelo Beato e tão logo Santo Papa João Paulo II, possamos saborear a misericórdia de Deus e recebermos a graça de vencermos os pecados que nos perseguem e que tanto maltrata nossos corações. Clamemos ao Senhor das Misericórdias que não permita que seus servos sejam espezinhados pelo mal e se rastejem como os últimos da face da terra, mas possam encontrar um raio de luz de Sua misericórdia e a força para vencer o pecado.

Feliz e Santa Páscoa na Misericórdia de um Deus apaixonado. Obrigado, Senhor!

 

Antonio ComDeus

 


 

2º Domingo da Páscoa

 

1ª Leitura – At 2,42-47

Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum.

 

Salmo – Sl 117,2-4.13-15.22-24 (R.1)

R. Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom; eterna é a sua misericórdia!

2ª Leitura – 1Pd 1,3-9

Pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo para uma esperança viva.

 

Evangelho – Jo 20,19-31

Oito dias depois, Jesus entrou.