6º Domingo Tempo Comum

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Somos abordados pela liturgia deste final de semana a olharmos nossas atitudes e não querer “levar vantagens” ou fazermos de conta que nossos atos não trarão consequências. Na primeira leitura nos diz: “Diante do homem estão à vida e a morte, o bem e o mal; ele receberá aquilo que preferir”. Portanto somos criados em liberdade de escolha e em nosso livre arbítrio temos que fazer nossas opções e nelas estão as consequências. Isto é muito importante, pois olhamos para nossos atos e, em sua maioria, buscamos colocar panos quentes, fechar os olhos e não levar a sério as consequências ou muitas vezes querer colocar a culpa em outras pessoas ou em situações que não caia em nós a responsabilidade, mas “Ele conhece todas as obras do homem”, então não temos como fugir dos olhos de Deus que tudo vê. Por isso que “Os olhos do Senhor estão voltados para os que o temem”. Em nosso tempo pouco se fala do Temor ao Senhor

 e muitas vezes se confunde com ter medo de Deus, mas não é isso é ter consciência de “quem é Deus” e “que somos chamados a uma comunhão de intimidade com Ele” e que é “a Ele a quem devemos respeitá-lo e nos submeter a  suas normas de vida”. Muitas vezes até temos essa consciência, mas nossos atos diz ao contrário.

Mas Deus não nos colocou no mundo para “descobrirmos” as coisas e ficarmos dando “murro na ponta de faca”. Por isso que São Paulo nos fala da Sabedoria, que é o que todos precisamos para sabermos conduzir nossas vidas em nossos atos e escolhas, por isso que São Paulo nos apresenta a Sabedoria de Deus – Jesus. “Falamos, sim, da misteriosa sabedoria de Deus, sabedoria escondida, que, desde a eternidade, Deus destinou para nossa glória”. Sim, esta sabedoria que nos conduz, nos direciona nas melhores escolhas, que nos dá as verdadeiras opções a serem tomadas na vida. Quem segue o caminho de Jesus jamais irá tropeçar por isso que São João nos fala: “Todo aquele que permanece nele não peca; e todo o que peca não o viu, nem o conheceu”. (I João 3, 6).

Quando olhamos para o evangelho que, diga-se de passagem, é muito exigente, vemos Jesus aprimorando a lei e mostrando que o povo de Israel não havia entendido a lei dada por Deus de forma correta e que estavam deixando a desejar em seu cumprimento. Mas como cumprir a lei e estar em comunhão com Deus diante de nossos pecados e imperfeições? Deus não nos deixa sozinhos. Ele jamais irá nos dar algo que não possamos cumprir. Pois em todas as exigências de Deus, está o amor ao próximo e amor a Ele. Se amarmos a Deus sobre todas as coisas e o colocarmos acima de tudo em nossas vidas nada mais será importante para nós nem nossos próprios membros, nossas escolhas serão sempre o Senhor mesmo que cheguemos ao martírio. Se amarmos a Deus e ao próximo todas as nossas opções serão para que o amor esteja em primeiro lugar e jamais feriremos o outro com nossos atos.

O problema é que, na maioria das vezes, nossos atos são frutos de nossos sentimentos, que é desajustado, procurando seus próprios interesses o que leva a ações mesquinhas procurando tirar vantagens das pessoas, das situações, mostrando suas capacidades e vitórias à custa de usar de outros. E em nossos atos estamos querendo atender nossos apetites e visando somente nossos interesses.

Mas esta não é a proposta de Jesus no Evangelho. “Quem quiser ser o maior no reino dos céus que seja servo…”. “Tem mais amor em dar do que receber”. “Amai vossos inimigos”… E só assim poderemos receber esta promessa: “o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram nem os ouvidos ouviram nem coração algum jamais pressentiu”.

O Céu é nosso limite.

 

Antonio ComDeus

 

6º DOMINGO Tempo Comum

1ª Leitura – Eclo 15,16-21 (Gr.15-20)

A ninguém mandou agir como ímpio.

 

Salmo – Sl 118,1-2.4-5.17-18.33-34 (R.1)

R. Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo!


2ª Leitura – 1Cor 2, 6-10

Deus destinou, desde a eternidade, uma sabedoria para nossa glória.

 

Evangelho – Mt 5,17-37

Assim foi dito aos antigos; eu, porém, vos digo.