3º Domingo Tempo Comum

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A Liturgia nos apresenta Jesus a Luz do mundo, a luz que brilha nas trevas e proporciona uma nova fase na vida dos seus. Vemos Isaias proclamar esta profecia em pelo menos seis séculos antes de Jesus vir nos visitar, proclamou não somente quem era e o que ia fazer, mas também em que lugar isso iria acontecer. Assim vemos os planos de Deus se realizar como um só ato em toda a história humana. Isaias profetiza e Jesus cumpre as palavras deste grande profeta. Jesus se apresenta como aquele que transforma “O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. E faz um convite: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. Este é o grande convite “Convertei-vos”, dirigido a cada um de nós e é a condição de vermos a grande luz brilhar. Veja bem Jesus veio a este mundo, pregou, ensinou, curou, fez milagres, anunciou a boa nova, se sacrificou na cruz, resgatou toda a humanidade em seu sangue e… O mundo continua cego, não vê nada disto é como se nada tivesse acontecido, as pessoas se apega no materialismo, individualismo, preocupando consigo mesmos e não conseguem ver nada a sua frente a não ser suas próprias ganâncias.

Neste mundo existem vários mundos. Aqueles que estão empenhados em um materialismo radical dentro de um ateísmo prático. E os que fazem da vida um toma-lá-dá-cá com Deus, isto é, só querem saber de Deus se isto lhes dá algo que atendam suas necessidades temporais e neste ponto temos todos os tipos de “religião” ofertando “coisas do céu” para satisfazer esta massa de pessoas que não tem coragem de enfrentar a vida e com uma ganância ilimitada, querem que sejam satisfeitas suas mazelas de forma fácil e rápida. Temos outro grupo que busca uma fé, dentro da própria igreja católica, que atendam suas necessidades e que não se comprometa com o evangelho e muito menos com o outro, são superficiais e envernizados com uma vida onde acendem uma vela pra Deus e outra pro Diabo. São Católicos que vão à missa, mesmo que de vez em quando, e tentam fazer uma média de fé, mas não tem a visão moral, ética que o evangelho nos impõe, levam a vida em “levar vantagem” e fazer ações escusas a Deus. Estes envernizados tratam Deus como algo que quando lhes interessa o procuram. Dentro da Palavra são os mornos que serão vomitados pelo Senhor.

Mas também tem aqueles que se acham donos da Igreja e se colocam como os donos da verdade e querem ser juízes de seus irmãos e dividem a Igreja num contra testemunho que mais afasta do que atrai os filhos de Deus que estão a procura do oásis do amor de Deus. Por isso que Paulo fala na segunda leitura. Veja bem que problemática havia na comunidade de Corinto. Esta comunidade é um grande exemplo de pessoas que geram partidos dentro da Igreja e se tornam pedra de tropeço para os irmãos.

Veja a palavra de nosso Papa na encíclica Evangelii Gaudium: O problema (dos católicos) não está sempre no excesso de atividades, mas, sobretudo nas atividades mal vividas, sem as motivações adequadas, sem uma espiritualidade que impregne a ação e a torne desejável. Daí que as obrigações cansam mais do que é razoável, e às vezes façam adoecer. Não se trata duma fadiga feliz, mas tensa, gravosa, desagradável e, em definitivo, não assumida. Esta acedia (Falta de vontade ou de energia, Negligência, Grande melancolia ou apatia.) (Grifo nosso), pastoral pode ter origens diversas: alguns caem nela por sustentarem projetos irrealizáveis e não viverem de bom grado o que poderiam razoavelmente fazer; outros, por não aceitarem a custosa evolução dos processos e querem que tudo caia do Céu; outros, por se apegarem a alguns projetos ou a sonhos de sucesso cultivados pela sua vaidade; outros, por terem perdido o contato real com o povo, numa despersonalização da pastoral que leva a prestar mais atenção à organização do que às pessoas, acabando assim por se entusiasmarem mais com a «tabela de marcha» do que com a própria marcha; outros ainda caem na acedia, por não saberem esperar e quererem dominar o ritmo da vida. A ânsia hodierna de chegar a resultados imediatos faz com que os agentes pastorais não tolerem facilmente tudo o que signifique alguma contradição, um aparente fracasso, uma crítica, uma cruz. (EG 82).

Jesus é a luz que brilha, fortalece, anima e dirige a vida daqueles que se deixar conduzir pelo seu Espírito. Precisamos nos dispor ao Espírito para que em comunhão com Ele possamos ser um sinal de Jesus no mundo. Se pensarmos mais no Céu que na terra nos abandonaremos facilmente no Senhor. O mundo tenta nos enlevar nas coisas materiais, e nos confundir ao ponto de desejarmos mais o mundo que o Céu, somos facilmente enganados, somente o Espírito Santo pode nos guiar pelas sendas de Jesus.

Faça do Espírito Santo o mestre de sua vida e Ele irá te proteger das ciladas do inimigo e fará de você outro Cristo, uma luz neste mundo de trevas.

 

Antonio ComDeus

 

 


3º DOMINGO Tempo Comum

1ª Leitura – Is 8,23b-9,3

Na Galiléia, o povo viu brilhar uma grande luz.

 

Salmo – Sl 26,1.4.13-14 (R.1a.1c)

R. O Senhor é minha luz e salvação. O Senhor é a proteção da minha vida.

2ª Leitura – 1Cor 1,10-13.17

Sede todos concordes uns com os outros  e não admitais divisões entre vós.

 

Evangelho – Mt 4,12-23

Foi morar em Cafarnaum, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías.