Reflexão 24º Domingo do Tempo Comum 2013

 

altRefletimos hoje sobre o Pai das Misericórdias. Que bom se cada um de nós pudesse falar e proclamar pelos quatro ventos do mundo como Paulo: “ele fez de mim um modelo de todos os que crerem nele para alcançar a vida eterna”. Certamente, todos, somos chamados a ser testemunha deste amor misericordioso e, para isso, fomos capacitados a dar frutos de vida eterna para contagiar, seja lá quem for, sendo sinal, luz no caminho de salvação. A misericórdia de Deus nos atinge e devemos ser translúcidos, como um vidro, em que, esse amor infinito, passe por nós e atinja a todos.

 Certamente não entendemos o que é a Misericórdia de Deus; achamos que é um ser poderoso que tolera seus filhos rebeldes; achamos que é um Deus que criou tudo e agora espera o fim para ver o que se pode aproveitar; achamos que este Deus perdoa tudo, por que é poderoso, então podemos fazer o que quiser e no fim tudo vai dar certo; achamos que Ele é tão grande que não se importa com nossas mesquinharias; achamos… Achamos… Achamos…

Mas Deus é tudo isso e nada disso. Primeiramente Deus é uma PESSOA, o Pai é uma PESSOA e se chama JAVÉ OU YHAWEH, o Filho é uma PESSOA e se chama JESUS CRISTO. O Espírito Santo é uma PESSOA e se chama ESPÍRITO SANTO, portanto estamos em relação a três PESSOAS e com pessoa nós nos relacionamos assim Deus espera de nós uma relação de amor e amizade. E é nesta amizade que nos tornamos testemunhas.

 

Testemunhas de um amor benevolente, misericordioso, gratuito como vemos o apelo de Moisés que, sendo amigo de Deus, conhecia seus atributos, suas qualidades, podia apelar a favor do povo que caiu na idolatria sabendo que SEU AMIGO atenderia seu pedido, por que é próprio d’Ele ser AMOR.
No Evangelho vemos os Fariseus condenando Jesus por conviver com os pecadores, eles se achavam puros e santos, os únicos dignos de estar na presença de Deus porque cumpriam a lei. Jesus mostra que veio para os pecadores para aqueles que precisam da Graça e não pelos que se acham bons. Vejamos a parábola: O Pai tinha dois filhos e seus empregados. Um filho pega sua herança, se aparta do Pai e vai pra longe, gasta tudo, e volta arrependido; o outro filho fica em casa, participa dos bens do Pai, mas se coloca como escravo e está indignado com o Pai; os empregados estão a serviço, não são filhos e nem tem herança; e tem o mundo onde consome os bens do filho rebelde. O Pai ama a todos, cuida de todos, nada deixa faltar, tanto aos filhos, como aos empregados e também os do mundo, os que vierem bater a sua porta. Mas somente os filhos são herdeiros, sentam a mesa e vivem dentro da casa do Pai.

 

Afinal quem você quer ser? Talvez nenhum, pois todos não entendem quem é o Pai. Somente o filho que foi embora pode experimentar verdadeiramente quem é o Pai, mas depois de ter rompido com Ele e ter vivido uma vida de intenso pecado. Certamente todos somos pecadores, então voltemos ao Pai e clamemos a Ele: “Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho”. Mas não por medo e sim por reconhecer quem é o Pai, fruto de uma relação de amor e amizade com Ele. Foi Jesus que nos chamou a este relacionamento –Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai”. (Jo 15, 15).

 

Deus é uma pessoa para ser amada, adorada, para levarmos a todos os lugares em todo o momento de nossa vida e deixar que todos possam conhecê-lo, apresentarmos a todos e deixar que todos toquem n’Ele tocando em nosso testemunho.

 

Assim o mundo irá mudar por que você mudou.

 

 

 

Converta-nos Senhor!

 

 

 

Antonio ComDeus

 
 


 

24º DOMINGO Tempo Comum

 

1ª Leitura – Ex 32,7-11.13-14

E o Senhor desistiu do mal que havia ameaçado fazer.

 

 

2ª Leitura – 1Tm 1,12-17

Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores.

 

 

Evangelho – Lc 15,1-32

Haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte.