Reflexão 18º Domingo do Tempo Comum 2013

altEstamos iniciando o mês de agosto e celebramos o mês vocacional somos convidados pela Igreja a meditarmos sobre os dons que o Espírito Santo derrama construindo e edificando o corpo de Cristo. Nesta semana refletimos sobre o ministério ordenado e coincidentemente neste domingo celebramos a festa de São João Maria Vianney – O Cura de D’ars que é o padroeiro dos Párocos. O Santo Cura foi um grande confessor que revolucionou a aldeia de Ars e provocou peregrinações de milhares de pessoas que iam se confessar com este santo de Deus. Homem limitado pela sua Inteligência em aprender a arte da filosofia e teologia, mas de grande santidade que era procurado por Padres e Bispos para se confessarem. A santidade está na busca de intimidade com Deus e isto este santo encontrou com muita sabedoria.

É o que vemos na liturgia deste fim de semana. O livro do Eclesiastes se mostra um livro inconformado, seu hagiógrafo estava desiludido, pois não via sentido da vida e tudo o que estava em volta não podia completar o ser – é tudo vaidade. Ele nos mostra que viver em função das coisas do mundo é suicídio nada aqui pode trazer a razão da própria vida, não é na matéria que vamos encontrar sentido para a vida. Desta forma temos na segunda leitura a receita onde podemos encontrar sentido e viver a vida neste mundo sem se decepcionar. “… aspirai às coisas celestese não às coisas terrestres”. Somente encontramos sentido em toda criação se nosso olhar passar pelas coisas divinas e na transcendência de nosso interior podemos compreender o mundo e ver a razão de tudo por isso que “vos revestistes do homem novo,que se renova segundo a imagem do seu Criador,em ordem ao conhecimento”.

Assim no evangelho Jesus nos mostra que ninguém é dono de sua própria vida, ela nos foi dada e devemos cuidar dela por que um dia teremos que dar conta do que fizemos. As coisas materiais estão aí a nossa disposição para edificarmos um mundo lindo e maravilhoso para a glória de Deus. O mundo criado foi-nos dado por Deus como um presente para que fizéssemos dele um louvor para o nosso criador. E, de outra forma, no trabalho, na participação, na relação com os outros pudéssemos ser caminho de santidade.

Puxa! Parece que ninguém entendeu nada! Olha o que estamos fazendo. Vivendo uma vida hedonista dentro de um capitalismo selvagem onde o lucro e o levar vantagem é o ideal da sociedade. Onde o mais forte engole o mais fraco, onde os que não são “produtivos” devem ser descartados. Mas então o que é viver? Viver é TER? É passar por cima do que está a nossa frente? E a minha vida é totalmente minha e faço dela o que eu quero? Assim concordamos com as mulheres que abortam como com os homens e mulheres que invertem a ordem da criação e fazem de seu corpo uma bestialidade que nem os animais fazem?

Não somos do mundo. Estamos nele para cumprir o projeto de Deus para cada um de nós – Sermos felizes. A felicidade acontece em comunhão com aquele que é a fonte da felicidade o resto tem que ser desprezado, ignorado, superado. Somos de Deus e temos um compromisso de implantar seu Reino e no exercício desta missão absorvemos a felicidade, pois é mais feliz dar do que receber e há mais vitória em ser do que em ter. Nosso foco do mundo tem que mudar e nossa lente tem que passar pelo amor misericordioso de Deus só assim encontraremos sentido em tudo o que está a nossa volta e atrairemos a nós a felicidade.

Você escolhe frustração ou felicidade.

 

Antonio ComDeus

 


18º DOMINGO Tempo Comum

1ª Leitura – Eclo 1,2; 2,21-23

Que resta ao homem de todos os seus trabalhos?

Salmo – Sl 89,3-4.5-6.12-13.14.17 (R.1)

R.Vós fostes ó Senhor, um refúgio para nós.

2ª Leitura – Cl 3,1-5.9-11

Esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo.

Evangelho – Lc 12,13-21

E para quem ficará o que tu acumulaste?