Reflexão 14º Domingo do Tempo Comum 2013

alt“A messe é grande e os operários são poucos”. Sempre será assim, os homens se detêm com as coisas inebriantes do mundo e deixam a verdade passar como despercebida. Na primeira leitura vemos o povo eleito voltando do Exílio da Babilônia e na euforia de voltar para casa recebe de Deus uma promessa: “Eis que farei correr para ela a paz como um rio e a glória das nações como torrente transbordante. Sereis amamentados, carregados ao colo e acariciados sobre os joelhos. Como uma mãe que acaricia o filho, assim eu vos consolarei; e sereis consolados em Jerusalém”. Essa promessa ainda não aconteceu cabalmente, a esperança ainda continua… Por isso que Paulo fala: “o que conta é a criação nova”.

Nova criação que Jesus realizou em nosso meio nos proporcionando a Salvação e que vai culminar na Glória é o novo “Israel de Deus” que surge, o povo novo, os conquistados pela cruz, os regenerados pelo sangue do Cordeiro, não é mais o Israel de carne (1Cor 10, 18). E neste Israel cabem todos aqueles que se entregam ao Salvador: Judeus, Gregos, Escravos e Livres, todos são chamados a essa nova criação e para esses –“paz e misericórdia”. Mas nem todos descobrem essas verdades e promessas e ficam a margem do caminho procuram o que não perderam e distraindo com os “tocadores de flauta” (Mt 11, 17) nada fazem.

Somos chamados a serem testemunhas de Cristo e devemos lutar para implantar o Reino de Deus no meio dos homens e chegar a ter o poder de Deus em nossos atos, em nossas atitudes que até os Demônios nos obedeçam. Já somos revestidos pela graça, somos templos do Espírito Santo, somos habitação de Deus, necessitamos de Paresia (ousadia) para proclamar com poder esse Novo Israel, esse mundo novo, essa nova vida. Não podemos acovardar, retrair, emudecer, não! Temos que tomar posse e proclamar, gritar isto é: evangelizar. Afinal nosso nome está escrito no Céu, então somos cidadão do Céu e temos que manifestar essa nossa cidadania a todos e incentivar a outros que inscrevam seus nomes nos céu, é fácil, é só aceitar Jesus como Seu Senhor e manifestar esse poder no meio dos homens lutando contra toda a espécie de mal.

Somos habitantes do Céu e estamos aqui para implantar o Reino de Deus no meio dos Homens, “dizei ao povo: “O Reino de Deus está próximo de vós’”. Sim o Reino está no meio de vós. O Reino é Cristo. Mas devemos saber que somos a minoria, pois “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos”. Então devemos nos desdobrar no trabalho de evangelização para que muitos mais possam entrar no time de Jesus e ser portador de salvação para todos aqueles que o Pai enviar. Esta é a decisão mais radical que devemos tomar em nossas vidas ao ponto de, se necessário chagar ao martírio como vemos Paulo que trazia as marcas dos açoites, das pauladas, das bofetadas… (2Cor 11, 23-28). Que recebeu por causa do Evangelho – “eu trago em meu corpo as marcas de Jesus”. Bem e nós? Que marcas trazemos em nosso corpo fruto de nossa vida de evangelizadores? De implantadores do Reino? De sermos o sal da terra e a luz do mundo? É verdade Tocamos a flauta e não dançais, cantamos uma lamentação e não chorais”, (Mt 11, 17), Não sabemos o que queremos.

Tome uma decisão e se entregue a Jesus como um soldado que está disposto a seguir as ordens de seu Senhor e mãos à obra.

 

Antonio ComDeus


14º DOMINGO Tempo Comum

 

1ª Leitura – Is 66,10-14c

Eis que farei correr para ela a paz como um rio.

 

Salmo – Sl 65,1-3a.4-5.6-7a.16.20 (R.1)

R.Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.

 

2ª Leitura – Gl 6,14-18

Trago em meu corpo as marcas de Jesus.

 

Evangelho – Lc 10,1-12.17-20

A vossa paz repousará sobre ele.