10ª Semana Teológica – Novos Céus e Nova Terra

Realizada de 26 a 30 de Julho de 2010, na sede da ComDeus – Centro de São José dos Campos, com uma média de 100 pessoas por dia. E no dia 31 de Julho tivemos o IIº Cristo Vive com o tema central: Maranathá, com muita música, pregação, louvor e encerrando com a Santa Missa! Foi uma bênção muito grande para todos nós!

• Tema Central – Novos Céus e Nova Terra e Maranathá.

Neste ano pensamos em tratar de um assunto, muitas vezes esquecido, e que leva as pessoas não se preocuparem muito com a vida eterna. Como nos diz o livro do Eclesiástico “Em todas as tuas obras, lembra-te dos teus novíssimos (do teu fim), e jamais pecarás”. Certamente estes assuntos é muito ignorado pelo nosso povo e muito fundamental em nossas vidas, pois depois de tudo o que vai restar é como nos preparamos aqui para termos uma plenitude no Reino que Deus preparou para nós.

Veja o hotsite que foi criado para a divulgação deste evento, clique aqui

 

Adquira o livro e os dvd’s deste evento em nossa loja virtual www.livrariacomdeus.com.br

 

 

 

 

 Veja quais foram os temas abordados durante toda a semana:

 

1º Dia – segunda-feira: Tema Central: Morte, Juízo Particular e Bem Aventurança

Preletor: Antonio Ribeiro de Castro: Filósofo, Teólogo, Formador, Pregador e Fundador da ComDeus.

 

Morte

A morte é, sem dúvida, um dos fenômenos que mais falam ao homem. O seu caráter inexorável e os mistérios que a cercam, sempre atraíram os pensadores. Bem se entende isto: uma das necessidades mais imperiosas que o homem ressente, é a de explicar a sua presença neste mundo; para tanto, é preciso perscrutar o significado da etapa final, que é a morte; é preciso responder à questão: “Para onde vamos?”

A morte é mesmo alguma coisa que perpassa toda a vida do homem na terra, como já o verificava o filósofo Sêneca (t 65 d.C. aproximadamente):

“Que indivíduo me poderás apontar… consciente de que todos os dias vai morrendo? Com efeito, nós nos enganamos precisamente por considerar a morte como algo de futuro; uma grande parte dela já se passou. Todos os anos já vividos estão em poder da morte” (epístola 1,2).

Por isto, desde a antigüidade se dizia que a Filosofia tende primeiramente a ensinar o homem a morrer; é o que afirma Platão, o filósofo grego (430‑348 a.C.):

“Aqueles que, no sentido preciso do termo, se aplicam a filosofar, exercitam‑se a morrer, e a idéia de estar um dia morto é, para eles, menos que para os outros, motivo de temor” (Phaidon 67s).

Muito variadas no decorrer dos séculos foram as tentativas de explicar o sentido da morte, fora do Cristianismo.

 

Juízo Particular

O juízo particular não se realiza como os julgamentos em tribunais da terra. Nele não há processo, pois todo processo é a investigação de feitos mais ou menos desconhe­cidos ‑ o que não tem cabimento em Deus oniciente. Também não há acusador (demônio) e defensor (anjo da guarda) atuando em tribunal, pois na verdade o homem morre com a sua sentença já lavrada; cada um, através dos atos de sua vida, vai tomando posição e definindo a sua sorte definitiva.

 

Bem Aventurança

O destino normal de todo homem, após a morte, é entrar no gozo do seu Senhor (cf. Mt 25,23), desde que não haja mais nenhum resquício de pecado a expiar no purgatório. Trata‑se da suma bem‑aventurança ou “daquilo que o olho jamais viu, o ouvido jamais ouviu, o coração humano jamais perscrutou” (1 Cor 2,9).

 

2º Dia – terça-feira: Tema Central: Purgatório, Indulgência, inferno.

Preletor: Pe Osmar Cavaca: Mestre em Teologia, Professor da PUC SP. Faculdade de teologia em SJCampos e Taubaté.

 

Purgatório

“Purgatório” é o estado (não o local) em que as almas dos fiéis que morrem no amor a Deus, mas ainda portadoras de inclinações desregradas e resquício do pecado, se libertam destas escórias mediante uma purificação do seu amor. O purgatório vem a ser uma concessão da misericórdia divina, que não quer condenar a quem o ama, mas não pode receber em sua santíssima presença (na visão face‑à‑face, 1Cor 13,12) qualquer sombra de pecado.

Indulgência

As indulgências são a remissão diante de Deus da pena temporal devida aos pecados, já perdoados quanto à culpa, que, em determinadas condições, o fiel adquire para si ou para os defuntos mediante o ministério da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui o tesouro dos méritos de Cristo e dos Santos.

Inferno

O inferno não é senão a última conseqüência da recusa livre e espontânea do Bem Infinito.

A noção de inferno é freqüentemente mal entendida, de modo a suscitar perplexi­dade e revolta em muitos cristãos e não cristãos. O problema assim existente se deve à insuficiente compreensão da verdade; é um modo antropomórfico ou infantil de entender o inferno que provoca dificuldades.

 

3º Dia – quarta-feira: Tema Central: Segunda Vinda de Cristo – Parúsia.

 

Preletor: Antonio Ribeiro de Castro: Filósofo, Teólogo, Formador, Pregador e Fundador da ComDeus.

 

Segunda Vinda de Cristo – Parúsia.

À luz da fé, o cristão sabe que, pela Morte e Ressurreição do Senhor Jesus, teve início uma nova fase da história; o gênero humano foi, em raiz, emancipado do jugo daquele que merecera o título de “Príncipe deste mundo” (cf. Jo 12,31; 14,30; 16,11), já que o homem a ele se entregara pela culpa original; a amizade entre o homem e Deus foi, por, conseguinte, restaurada. Todavia, a obra da Redenção ainda não atingiu o termo derradeiro. O Reino de Deus já foi implantado, mas, junto com ele, ainda subsistem redutos e agentes do principado de Satanás; trava‑se agora uma luta cerrada entre duas forças antagónicas: o “Mistério de Cristo” (cf. Ef 3,4), identificado com o Senhor e sua Igreja, e o “Mistério da Iniqüidade” (cf. 2Ts 2,7), representado por Satanás e seu exército; e note‑se que este último, sabendo‑se mortalmente ferido pela Cruz do Salvador e destinado à derrota final, procura concentrar todas as suas forças, esmera‑se em sagá­cidade e, à medida que os tempos passam, se mostra cada vez mais ferrenho na luta. E esta pugna que caracteriza, e caracterizará cada vez mais, a história dos séculos após a Ascensão do Senhor (tenham‑se em vista as cenas do Apocalipse de S. João, as quais são expressões simbólicas da história da Igreja).

 

4º Dia – quinta-feira: Tema Central: Ressurreição da Carne, Juízo Universal.

Preletor: José Moreira G. Filho (Juninho): Filósofo, Teólogo, Psicanalista, Escritor, Pregador e Fundador da Missão Ide.

 

Ressurreição

A fé ensina que, por ocasião da segunda vinda de Cristo, os mortos ressuscitarão, tanto os justos como os ímpios. Isto quer dizer que a sorte definitiva não afetará apenas a alma, mas também o corpo ou a matéria, do ser humano.

 

Juízo Universal

A fé ensina que a parusia do Senhor Jesus e a ressurreição da carne estão associadas a um julgamento de todos os homens chamado “juízo universal”. Está claro que não se tratará de um tribunal como os da terra, em que o juiz ouve acusação e defesa para proferir a sentença judiciária; mas o juízo universal será a tomada de consciência, por parte do indivíduo e de todos os homens, dos feitos bons e maus que cada um tiver realizado durante esta vida; a revelação desses valores e desvalores evidenciará também o papel positivo ou negativo que cada pessoa terá exercido no decorrer de sua passagem na terra…

 

5º Dia – sexta-feira: Tema Central: Novos Céus e Nova Terra… (II Pd 3, 13).

Preletor: Rogério Soares: Assessor de Formação para coordenadores da RCC e Coordenador do Grupo de Reflexão Teológica da RCC.

 

Novos Céus e Nova Terra… (II Pd 3, 13)

Encontra‑se na Sagrada Escritura e na Tradição cristã a concepção de que no fim dos tempos, juntamente com a ressurreição da carne, haverá a renovação do mundo inteiro; este, atualmente afetado pela desordem do pecado do homem, será restaurado em sua ordem e consumado.

Esta concepção é expressa na Bíblia em estilo apocalíptico ou hiperbólico, supondo noções cosmológicas antigas. O mesmo ocorre nos escritos dos autores cristãos poste­riores, que interpretavam a Escritura nem sempre segundo os seus gêneros literários e valendo‑se de premissas científicas da sua época. Por isto torna‑se difícil dizer o que significam as afirmações de tais documentos relativas à renovação do universo.


 

• A Semana Teológica tem como objetivo de, durante uma semana, aplicar palestras com pessoas convidadas sempre tendo um tema central a ser abordado que a cada ano é escolhido conforme as necessidades surgidas no meio social.

 

• O evento Cristo Vive tem como objetivo proclamar Jesus Cristo no centro da cidade despertando a fé e levando a pessoa a uma experiência pessoal com o Senhor Jesus e incentivar a pessoa a aproximar mais da vida religiosa e da participação em suas comunidades paroquiais, movimentos e espiritualidades.