Dualidade do viver

Dualidade em nosso viver são capazes de nos deixar inertes em nossa caminhada de cristão, é um dissabor que pode corroer a alma, quando estamos diante de Deus, tudo que é oculto se torna claro, e não tem como fugir.

Muitas vezes queríamos fugir, queríamos que Deus fosse cego e surdo diante de nossas fragilidades humanas, só sei dizer que isso machuca e faz sofrer, de um lado um ser que luta para alcançar o céu, luta para ter o mínimo de santidade, luta para fazer o que é bom e certo, mas do outro lado do hemisfério de nossa vida, existe outro ser que é puxado com força descomunal e neste lado negativo do viver, o mal toma conta do que é bom em nós, e o errado no lugar do que é correto, porém a razão fica a porta como um grande “leão de chácara” a querer nos proteger, e a razão não se cala, grita em alto e bom som “sai deste lugar, ai não é onde deverias estar!”, entretanto, o ser quando está neste lugar recheado de escuridão quase não consegue enxergar a luz, quase não escuta a voz da razão e a voz de Deus que habita em nós, é como se ficasse cego e surdo para o ser que é bom dentro de nós.

Quando o lado ruim de nosso ser, toma-nos conta, ouve-se apenas “algo lá no fim do túnel” a repetir “aqui que é bom,  aqui fazes o que queres, aqui ninguém te condena, aqui és livre!!!” e os olhos ficam quase inertes diante de tanta “tentação”, com visões prazerosas, e o ser queima de euforia, pois está neste lugar parece ser muito bom, só que nunca devemos esquecer que é euforia passageira, diferente da alegria verdadeira, que vem de Deus.

 Não é fácil ser um lutador neste mundo de ilusão, nós escolhemos o lugar que queremos ficar, ou ficamos ou saímos do território chamado “trevas”, o vazio toma conta, lágrimas são derramadas, é um gritar sem som, é um estar algemado sem algemas.

Dentro de si, os dois seres lutam ferozmente por sua alma, é o bem e o mal; o certo e o errado; é a luz, é as trevas; a tempestade a brisa; a noite e o dia, é as lágrimas é o sorriso… É algo difícil de descrever, só quem passa por esta luta é que pode entender tais palavras, mas sei de uma coisa, a libertação de nossos caminhos obscuros depende simplesmente de nós.  Se quisermos estar no caminho de Deus, devemos lutar, lutar e lutar.. “E se cairmos?” Alguém certo dia me perguntou,  “levante filho, por mais impossível que pareça” respondi.

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!

Por: Alexandre Brito